Rachaduras no Pinheiro

União, Estado e Município formam grupo para dar continuidade ao estudo das rachaduras em Maceió

Orientação foi passada pela comitiva de geotécnicos da UFRN durante reunião nesta sexta-feira (20), na sede da prefeitura da capital, após vistorias e levantamentos nos pontos afetados na quinta (19).

20/04/2018 por Redação

Um grupo de trabalho composto por representantes da União, do Estado e do Município vai dar sequência, nos próximos meses, ao estudo que busca identificar as causas das rachaduras que surgiram no bairro do Pinheiro após as fortes chuvas que caíram em Maceió em fevereiro. A orientação foi passada pelo grupo de geotécnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) durante reunião realizada nesta sexta-feira (20), na sede da prefeitura da capital.

A comitiva, formada por três doutores em geologia e um engenheiro, chegou a Maceió na quinta (19). Eles iniciaram as vistorias e levantamentos nos pontos afetados pelo fenômeno. Na reunião de hoje, eles repassaram as avaliações aos integrantes dos órgãos que têm competência sobre o uso do solo.

Sobre o fenômeno, o coordenador do Laboratório de Análises Estratigráficas (LAE) do Departamento de Geologia da UFRN, o professor Francisco Pinheiro, ressaltou que é fundamental a integração dos entes públicos para que se chegue a um laudo conclusivo referente ao bairro do Pinheiro. Segundo ele, trata-se de uma situação rara no país.

“Fenômenos como este não são comuns. É preciso um estudo bastante aprofundado, levantamentos técnicos minuciosos, sobretudo a união de esforços e conhecimentos dos entes públicos e iniciativa privada. A partir disso, a médio ou longo prazo, poderá haver esclarecimentos precisos e definidas as necessidades de intervenção”, disse o especialista.

O professor enfatizou ainda que as causas não devem ser esclarecidas de imediato, visto que é preciso um aprofundamento técnico para entender o fenômeno. Nesta sexta, já teve início o estudo com o georradar GPR – um equipamento para investigação geofísica de subsuperfície para obter informações sobre o solo.

“Continuaremos com o monitoramento da região e, a partir das informações obtidas, poderemos esclarecer as causas. Este é um serviço contínuo do qual necessitamos a integração da União, do Estado e do Município para que haja efetividade e maior precisão”, acrescentou.


Além do coordenador do LAE, também estão em Maceió o doutor em geologia Anderson Medeiros Souza, o doutor engenheiro-geólogo Yoe Alain Reys Pers e Washington Luís Evangelista Teixeira, que é engenheiro civil com doutorado em geofísica.

Durante a reunião, os pesquisadores da UFRN discutiram tecnicamente sobre a situação para alinhar o monitoramento que deve ser realizado a partir de agora, contanto com o apoio de instituições como a Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Além da Defesa Civil de Maceió, participaram da reunião representantes das Secretarias municipais de Desenvolvimento Sustentável (Semds), Infraestrutura (Seminfra), de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedet), da Ufal, do Ministério Público de Alagoas (MP-AL), do Ministério Público Federal em Alagoas (MPF-AL), da Braskem, do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), do Cesmac e da Defesa Civil de Alagoas. Estes órgãos e instituições devem compor o grupo de trabalho para a continuidade do monitoramento da situação do Pinheiro.


Fonte: G1 AL

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