Respeitar de fato às mulheres ainda é sonho

O Mundo é e sempre foi machista desde sempre. Pagar menos às mulheres é uma saga.

Nos discursos muitos se dizem iguais; na prática a realidade nos mostra o contrário.

16/04/2018 por Por Raul Rodrigues

Estamos em pleno século XXI e ainda não mudamos em nada, ou quase nada, a maneira machista de o homem pensar que dominam às mulheres discriminando-as como menos capazes, pagando menos pelos mesmos empregos, tratando-as como reprodutoras da sociedade das “donas de casa”! Isto mudou, porém alguns algozes ainda não entenderam que a mudança veio de forma globalizada e irreversível.

Não estou a fazer apologia às mulheres, mas sim a denunciar mais uma vez o que comecei em meados dos anos noventa quando escrevi “As Mulheres e o Mundo Ainda Machista”, artigo publicado no Jornal de Alagoas, e republicado no Diário de Pernambuco com autorização expressa do autor. De lá pra cá as coisas não mudaram muito.

Ainda em um dos governos de Getúlio Vargas foi dado o direito de voto às mulheres. Mesmo assim a partir do consentimento dos senhores seus maridos. O medo em perder o controle para quem já demonstrava ser capaz de realizar, e realizar bem, várias tarefas era visível nos olhos dos machões dominadores pela força. A mulher é ditada da sensibilidade, da razão, da honestidade, da pureza dos sentimentos e da perfeita harmonia com a justiça. Isto desde os momentos mais simples ao dividir corretamente tudo entre os seus filhos atendendo ao amor incondicional. Os pais sempre priorizaram o machismo pelos filhos. Estes aprendiam a dirigir muito antes das meninas brincarem de boneca, andavam a cavalo nos primeiros anos da sua pré-adolescência, e aprendiam a nadar antes mesmo de usarem calções durante o dia todo.

E muito fortes foram as discriminações contra as mulheres negras mesmo que fossem as amas de leite que nutriam aos filhos dos patrões com as suas imunidades mais desenvolvidas pelo tipo de vida que levavam. As mulheres, principalmente as negras, sempre foram exploradas por homens e mulheres das classes dominantes, ainda por cima quando serviram de amantes para os seus patrões defendidos pela inescrupulosa justificativa de ser um “animal com institutos medievais”! Isto também nunca foi uma verdade cientificamente comprovada. Mas a sociedade – machista – sempre a aceitou.

Atualmente, as mulheres conseguem por luta adquirirem o respeito de algumas classes de homens mais evoluídos, mas quando negras, quase sempre continuam sendo no campo das discriminações. Se na política os exemplos nos permitem contabilizar dentro do senado da república, 0,81% dos senhores senadores através da presença de Benedita da Silva. Esta rompeu as barreiras das desigualdades e do machismo, todavia infelizmente sempre foi voto vencido quando defendia os avanços para as mulheres, especialmente para as negras.

As mulheres negras não podem ascender socialmente, economicamente, politicamente nem profissionalmente em um Brasil eminentemente racista, preconceituoso e machista. Ainda estamos saindo da PEDRA POLIDA!
 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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