Quem pensa trair nunca pensa no depois

Lei do Retorno: quem mais trai o político ou o eleitor?

Entre mortos e feridos de uma eleição, sofrerão as consequências as famílias dos eleitos que perderão a paz e o sossego, e as dos derrotados que investiram com perdas e danos.

19/12/2020 por Por Raul Rodrigues
a negação da identidade - Freud.

As lições das campanhas são decisivas para o entendimento do fenômeno da traição entre políticos e eleitores. Os eleitos esperavam sempre uma votação a maior. Os derrotados que investiram tudo que podiam saem mais decepcionados ainda. E quebrados.

E os que acreditavam em eleitores limpos e conscientes se convencem que estes existem em minoria absoluta. Não decidem absolutamente nada. Pois se decidissem teríamos dias melhores, e temos de fatos os piores dias.

Mas a conclusão da máxima da política é que a traição é muito maior da parte do eleitorado. Este se comporta exatamente buscando a “Lei do Retorno” imediato – vendendo o voto – sofrendo depois as votações contrárias aos seus desejos de proteção contra as Reformas, Administrativa, da Previdência Própria, da aprovação da LDO, da limitação da idade dos beneficiários de pensões, do aumento das contribuições – 14% para o RPPS – e enfim, de tudo o quanto vai de encontro à vontade dos senhores eleitores e eleitoras.

O político trai saindo ganhando alguns milhares de Reais, o eleitor trai ganhando alguns centavos de Reais.
 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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