Retrato-me de quaisquer críticas

A política é uma arte milenar cujas definições não servem para justificar meios.

As críticas fora do contexto são erros crasso, e por isso mesmo, dignas da retratação.

22/11/2020 por Por Raul Rodrigues

Que não venha a ser entendido como um recuo a fatos. Fatos são fatos e ponto. Mas sermos severos conosco mesmo, é uma obrigação de quem sabe como critica a outrem sem dó nem piedade. Mas é vivendo que aprendemos. E até morrermos estaremos sempre aprendendo. A não ser os acéfalos.

Deferi muitas críticas nesta campanha política. Todas elas com seus rastros de verdades, mas por vezes desnecessárias por se tratar de pessoas e não mais de candidatos. 0s candidatos são homens públicos e por esse fato sujeitos às críticas da imprensa ou de adversários. As campanhas sempre foram marcadas por tais pedaladas entre idas e vindas. Entretanto aprendi que quem faz imprensa não deve se candidatar. A candidatura lhe tira da função de analista político. Errei e reconheço o erro.

Todavia ao refletir durante este final de semana conclui que: toda ferramenta pode se tornar uma arma se bem utilizada. Tanto para o bem quanto para o mal. E não deve ser esta a função da imprensa quanto ao mal. À imprensa deve ser construtiva.

Outro aprendizado foi que: nenhum ato condena a alguém se este alguém não se sente culpado em sua consciência. A pena somente é ativa quando a consciência acusa o fato. E é um erro lutar por justiça sem retorno. Assim como a defesa das liberdades é uma luta inglória. A sociedade determina o que é para ela o erro e a culpa. Mesmo que o fato seja FATO!

A pureza não consegue sobreviver neste mundo atual. Você pode estar certo, mas o fato pode não ser aceito pela sociedade. E a sociedade é composta por quem faz todos os amparos legais. Desde o judiciário ao júri condenatório ou absorvedor.

Por isso me pergunto: “é possível alguém roubar em legítima defesa?” e a resposta pode ser SIM! Se alguém rouba a um carro para lhe salvar a própria vida, este roubo é e será perdoado por qualquer decisão monocrática, do pleno ou do júri.

E por fim, é muito difícil ser sincero neste mundo em que vivemos, quando os erros passaram a ser uma regra do quase certo. Quem fala a verdade pode ser punido. E quem mente ou esconde – omite o fato – pode ser o grande “inocente”.

Por fim, seria de muito bom alvitre que a sociedade aprendesse com seus próprios erros, e todos se perdoassem mutuamente. Pois ninguém é perfeito.


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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