Campanha nacionalizada em Fortaleza

Campanha nacionalizada e apoios escondidos em Fortaleza, leia entrevistas com José Sarto e Capitão Wagner

Capital do Ceará tem segundo turno polarizado entre José Sarto (PDT), candidato do grupo de Ciro Gomes, e Capitão Wagner (Pros), avalizado por Bolsonaro; rejeição derivada dos apoios, desigualdade e segurança dominam debate eleitoral

21/11/2020 por Redação Victor Farias

BRASÍLIA — Além de ser a quinta maior cidade do país, o segundo turno em Fortaleza chama atenção por envolver figuras da política nacional. José Sarto (PDT) é o candidato do grupo político de Ciro Gomes (PDT) em seu reduto, e enfrenta Capitão Wagner (Pros), que ganhou projeção ao atuar no motim da polícia no estado em 2012 e recebeu endosso eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, embora não tenha feito campanha usando o nome do presidente.

Em entrevista ao GLOBO, os candidatos defendem ter “autonomia” e “independência” de Ciro e de Bolsonaro, mas acusam o adversário de fazer o oposto.

Sarto defende que o deputado do Pros faz um “jogo duplo” escondendo o apoio de Bolsonaro para quem interessa, enquanto Wagner afirma que teve bons resultados eleitorais antes da eleição do presidente enquanto o pedetista foi escolhido pessoalmente por Ciro “em cima da hora”. Pesquisa Datafolha divulgada na noite de ontem coloca Sarto (50%) com vantagem em relação a Wagner (36%). Segundo o levantamento há ainda 10% de votos brancos e nulos e 4% de indecisos.

 


Fonte: oglobo.globo.com

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