Meia tonelada de peixes mortos

Cerca de meia tonelada de peixes mortos é encontrada na Barra de Santo Antônio, AL

Fenômeno começou na quinta (24), quando foram encontrados peixes mortos em menor quantidade. Amostras da água e dos animais foram coletadas por pesquisadores da Ufal para investigação.

26/09/2020 por Redação

Pescadores e pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) encontraram nesta sexta-feira (25) cerca de meia tonelada de peixes mortos na margem do Rio Santo Antônio, na Barra de Santo Antônio, Região Metropolitana de Maceió. Este mesmo fenômeno começou na quinta (24), na foz do rio, quando foram encontrados animais mortos em menor quantidade.

Por meio de nota, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) informou que está acompanhando o caso e que a causa da morte dos peixes é inconclusiva, podendo ser desde poluição até hidrodinâmica, quando há mudança no nível do rio (veja a nota na íntegra ao final do texto).

De acordo com o professor e coordenador da força tarefa do óleo em Alagoas e do projeto de monitoramento aquático no estado, Emerson Soares, a quantidade de peixes encontrada equivale a uma extensão de cerca de 2 km de praia. A principal espécie é de Arenque, um tipo de peixe mais sensível, mas também há outras como Carapeba, Bagre, Arraia e Xerelepe.

“Hoje a mortalidade aumentou devido a alta carga de matéria orgânica. Acreditamos que as mortes foram em decorrência de poluentes, esgotos e poluentes da cidade: agrotóxico, herbicida, esgotos difusos (afluentes de origens desconhecidas)”, disse Soares.

Pescadores da região também relataram ao professor que esse fenômeno vem se repetindo há alguns anos e que acreditam que a causa é a poluição.

Segundo o professor, mesmo tendo fortes indícios de poluição, ainda é cedo determinar o que seria a causa da morte dos peixes. Amostras da água do rio e dos próprios animais foram levadas para o laboratório e serão analisadas.

“Nós, como universidade, vamos analisar os dados e o que pode ter ocasionado essa mortalidade. Vamos fazer a coleta de água e dos peixes. Mas ainda é precoce determinar porque pode ser vários fatores. A gente coletou as amostras de água, fizemos o monitoramento de recursos hídricos, levamos pro laboratório para fazer análises de metais pesados, agrotóxicos, coliforme fecais, exame microbiológico. No contexto, a gente faz um estudo na fisiologia do animal, verificamos os órgãos dos animais, relacionamos com a quantidade de água para ver o possível problema que ocasionou as mortes”, explicou o professor.

Leia abaixo a íntegra da nota do IMA

O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) está acompanhando o caso de morte de peixes na foz do rio Santo Antônio, em Ilha da Crôa. O órgão, em processo de realocação do Laboratório de Estudos Ambientais, está no aguardo da conclusão do laudo da coleta de água por parte da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Sem dados concretos, a causa da morte dos peixes é inconclusiva, podendo ser desde poluição até hidrodinâmica, quando há mudança no nível do rio. Na suspeita da população de lançamento de resíduos esgoto, o IMA disponibiliza canais de denúncia através do aplicativo IMA Denuncie e WhatsApp (82) 98833-9407.

 


Fonte: g1.globo.com

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