Eleições 2020 não sabemos para onde vai

A confusa compreensão de políticos e eleitores; nenhum é de ninguém.

Os desmandos da compra de votos está ocorrendo a olhos nus e o MPE nada faz para fiscalizar no pré-eleitoral.

22/09/2020 por Por Raul Rodrigues

Ao aproximarem-se as eleições de 15 novembro de 2020, o frenesi toma conta da classe política e dos eleitores também. Entra em cena o “estudo analógico”, – estamos na era digital faz tempo – de que os votos do candidato a vereador também são para o pré-candidato a prefeito. Ledo engano.

O eleitor brasileiro em fase de transição entre inconsequente – vendedor de votos – para maduro, aqueles que realmente interpretam a vocação do voto fazendo a melhor escolha pela competência do candidato, e da capacidade de interligar o povo ao executivo, ainda deixa escapar a sua legítima saga da indução.

Mas a verdade é outra; para vereador a do eleitor ter a sua noção de poder escolher o seu candidato vendendo o voto ou não, votando pela amizade ou grau de parentesco, ou pela relação doentia de permanência nas contas do vereador de um jeito ou de outro. Esta ainda é parte da nossa realidade.

Na histórica atualidade – tempos de pandemia – os senhores pré-candidatos a prefeito sabem do grau de vulnerabilidade dos eleitores – muitos desempregados ou vivendo do auxílio emergencial – e atentam para o fato das compras de votos. Muitos já estão a fazer isto. Para os pré-candidatos a vereador neófitos, o risco do todo, e quem compra votos não retorna com trabalhos para o povo, mas para atender aos caprichos do prefeito em troca do que gastou. Em Penedo não existe Sílvio Santos nem SBT.

Compreendendo que este quadro traduz o epicentro da campanha e das respostas do eleitor, avistamos como observador que o resultado das urnas não será tão previsível. Há neste momento intrínseco uma relação do que cada um fez pela comunidade antes de se propor pré-candidato. 


 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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