Uma realidade transcrita de Penedo

A Câmara de Vereadores deve servir de cabide de empregos, ou trabalhos?

Se Penedo se enquadrar no contexto, a culpa é do povo.

21/09/2020 por Por Raul Rodrigues

As cidades do Brasil passaram ao longo do tempo por transformações catastróficas. E em Penedo não foi diferente. Vereadores antes homens de bem, Milton Machado, Raimundo Marinho, Bernardino Fausto, Euclides Andrade, Zeca do Benedito, Aluízio Tavares, Seu Amabílio Lemos, João da Luz, e tantos outros de profissões definidas e sem direito aos atuais subsídios, que enobreciam a cadeira do parlamento mirim, sendo verdadeiras vozes da população.

Era o tempo dos vereadores de verdade. O eco que se ouvia naquele parlamento era de quem defendia Penedo entre parâmetros da honestidade, honradez e conhecimento do que era o papel do vereador.

A vereança era de fato executada e respeitada pelo senhor prefeito.

Havia algum tipo de benefício? No máximo a aproximação com o prefeito que lhes permitia chegar próximo ao governador quando de visita ao município. Tudo refletia o que a época permitia. E entre contatos com o governador um emprego aqui, outro ali, para os parentes dos políticos obedecendo à regra da competência.

Depois dessa fase áurea, as câmaras de vereadores do país foram infestadas pelos medíocres representantes de origem familiar nobre – desempregados – que exerciam a boemia como forma de angariar votos pelas periferias onde conquistavam a simpatia dos menos favorecidos, lhes oferecendo as migalhas entre farras e passeios por onde pretendia fazer floreios. Era a época dos filhos de fulano e beltrano no parlamento. Mas com o incremento dos subsídios – relativamente um salário – que locupletava a renda familiar, livrando o ascendente comum do clã - ancestral comum - da manutenção desse tipo indigesto de membro familiar.

Logo depois, veio então à fase do subsídio se transformar em um “salário” e famílias inteiras passaram a investir na “nomeação” dos seus desafortunados filhos sem profissão passando este dever – obrigação – para o próprio povo que escolhe a esses marrentos representantes da ignorância das leis e do regimento interno, mas que passam quatro anos a mercê da escolha do “povo”, e em seu desfavor prestar serviços. Apresentam requerimentos em lugar de moção, moção em lugar de indicação, indicação em lugar de projeto de lei, e por aí vai. Os exemplos se seguem de pior a pior a cada legislatura.

Reza a lenda que um país pobre é fruto de estados falidos, e de municípios que vivem a esmolarem diante do governo federal por falta de agentes políticos competentes.  


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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