Saindo da Polícia para a Política

“O combate ao crime trouxe apoio da população, mas incomodou poderosos”, diz delegado

Então o poder político tem raízes com o crime organizado? Quem seriam estes políticos? Será que ficaremos sabendo caso o delegado seja eleito? Ou tudo silenciará depois?

19/09/2020 por Gilca Cinara

Saindo da segurança pública para política, o delegado Fábio Costa é cotado para assumir uma das 25 vagas na Câmara de Maceió, surfando na onda do eleitorado do presidente do Jair Bolsonaro.

Ele alinhou um perfil nas redes sociais com a defesa de valores e tenta trazer a aproximação da população para suas ideias. Em entrevista ao CadaMinuto, Costa comenta sua posição de entrar na política e o embate com a atuação na Polícia Civil.

Seu nome tem sido colocado como uma aposta dentro do PSB. Como interpreta essa avaliação?

Vejo como consequência de um trabalho realizado na segurança pública, cujo início se deu no Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas onde atuei por doze anos.  Em 2014, assumi o cargo de delegado de Polícia Civil e desenvolvi, juntamente com minha equipe, um trabalho firme no combate à criminalidade em Alagoas. Nossas ações geraram um grande impacto no crime organizado, sobretudo evitando novos assaltos as agências bancárias. Esse trabalho trouxe o gratificante apoio que venho recebendo da população, mas por algum motivo passou a incomodar determinados poderosos. O apoio que tenho recebido dos alagoanos aumenta ainda mais minha responsabilidade com cada pessoa deste estado.

Sua projeção política provocou um embate com a atuação na Polícia Civil. Hoje como encara a situação que ocorreu?

Lamento que ainda tenham gestores que tratem a coisa pública desta maneira. Eu sou um homem a serviço da população. Como delegado, sempre dei tudo de mim para combater a criminalidade. A população aprovou isso claramente. Hoje, sei que minha missão é continuar servindo. E esta decisão não está nas mãos de quem acha que tem poder total sobre o destino das pessoas, mas está nas mãos de cada maceioense. Eu estou pronto pra luta, principalmente quando o errado se achar acima da lei

Considerado forte nas redes sociais, você acredita que esse perfil online pode se transformar em voto?

Eu sei que posso contribuir com meu conhecimento em segurança pública, com meu caráter e com minha vontade de fazer o que é certo. As minhas redes sociais refletem isso. Refletem meu espírito de luta e refletem o desejo das pessoas de ter homens de bem como representantes. Tenho uma trajetória independente e me orgulho muito disso. Na política não vai ser diferente. Se o povo achar que eu posso representá-los, só vai reforçar que estamos sendo corretos com todos e servindo bem a Deus e a este Estado que tanto me acolheu.

Você tem um posicionamento de defesa de valores tradicionais na sociedade, acredita que isso possa ser sua marca diante dos eleitores?

Durante toda minha vida profissional me dediquei a defesa das pessoas. Foi assim no Corpo de Bombeiros e agora na Polícia Civil. A segurança pública tem reforçado os valores que defendo. Já atuei em toda Maceió, agindo para o bem, sempre querendo acabar com o errado. Acabar com a insegurança das pessoas nas ruas é a minha principal bandeira de enfrentamento. Mas sei que esse não é o único problema do maceioense. A educação e políticas públicas também precisam ser priorizadas. Digo isso porque venho da pobreza e só estou aqui pelos estudos e a vontade de vencer, com muita superação.

Como o senhor avalia o termo, “bandido bom, é bandido morto”?

Meu trabalho como delegado sempre foi sério e pautado estritamente em obediência à lei. Bandido é bandido, precisa ser preso e pagar pelo que fez. Ou será que vamos preferir a morte de policiais quando forem confrontados? Eu vou cumprir meu dever com respeito às leis e a Constituição. É isso que a sociedade espera, que homens e mulheres de bem deixem de morrer nas mãos de bandidos.


Fonte: cadaminuto.com.br

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