Eleições americanas

Biden chama conduta do governo dos EUA na pandemia de 'quase criminosa'; Trump pede 'educação patriótica'

Democrata chamou governo republicano de 'irresponsável' após divulgação de livro que mostra Trump minimizando a gravidade da pandemia. Em discurso, o atual presidente subiu o tom contra movimentos sociais que tomaram os EUA desde maio.

18/09/2020 por Redação

O candidato democrata nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a criticar nesta quinta-feira (17) a condução do governo americano na pandemia do novo coronavírus. O oposicionista atribuiu ao adversário, o presidente Donald Trump, responsabilidade pelas mais de 197 mil mortes por Covid-19 no país.

"Ele sabia disso [da gravidade do coronavírus] e não fez nada. Isso é quase criminoso", criticou.
Biden se referia a trechos do livro "Rage", de Bob Woodward, que mostram que Trump sabia dos riscos do novo coronavírus à população já em fevereiro e mesmo assim preferiu minimizar a gravidade da Covid-19 em declarações públicas. O republicano tem se defendido dizendo que queria "evitar o caos".

Em evento promovido pela emissora americana CNN, Biden lamentou as restrições impostas para evitar maior contágio do coronavírus e criticou o governo.

"Eu nunca pensei que veria um governo tão irresponsável", atacou o democrata.
O candidato também condenou Trump por dizer que os EUA estão a "poucas semanas de uma vacina" contra a Covid-19. O presidente americano vem defendendo que haverá vacinação até antes das eleições, mas até agora nenhuma candidata foi validada ou obteve registro para distribuição, e as maiores autoridades de saúde do país esperam uma imunização em larga escala apenas em 2021.

"A ideia de que haverá uma vacina e que ficará tudo bem amanhã não é racional nem razoável", apontou.
Trump quer 'educação patriótica'

Em discurso na capital Washington, Trump afirmou nesta quinta que planeja estabelecer um comitê para promover "educação patriótica". "Estamos aqui para declarar que não vamos nunca nos submeter à tirania. Vamos resgatar nossa história e nosso país para cidadãos de toda raça, cor, religião e credo", disse.

O pronunciamento veio acompanhado de críticas a manifestações contra o racismo que tomaram os Estados Unidos desde maio. Os protestos retomaram questionamento sobre o papel de figuras históricas americanas e, assim, alguns grupos derrubaram estátuas durante os atos — o que fez Trump voltar a prometer prisão para quem depredar monumentos.

"Não importa se são os movimentos nas ruas ou a cultura do cancelamento nas salas de discussão, o objetivo é o mesmo: silenciar a discórdia, assustar você para que não fale a verdade, e provocar os americanos até que abandonem seus valores, suas heranças e seu estilo de vida único", disse.
Depois, o presidente e candidato a reeleição viajou para a zona rural do estado de Wisconsin — considerado essencial para a vitória nas eleições de novembro. Ao vencer lá, contrariando pesquisas, Trump pavimentou o caminho para se eleger em 2016.


Fonte: g1.globo.com

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