Pandemia contribuiu

Assassinato de mulheres aumenta no primeiro semestre em Alagoas

No mesmo período de 2019, houve redução do número de casos de feminicídio, segundo a SSP

16/09/2020 por Regina Carvalho

O isolamento social - medida adotada em decorrência da pandemia do novo coronavírus - elevou o número de casos de agressão e assassinato de mulheres. As entidades alertam que há uma situação grave ainda que deve ser levada em consideração: a subnotificação que já era preocupante, aumentou durante os últimos meses de combate à covid-19.

Dados da Secretaria de Estado da Segurança Púbica (SSP/AL) apontam que, de janeiro a junho de 2019, ocorreram 605 assassinatos em Alagoas e, desse total, 52 eram mulheres. No mesmo período, este ano, houve aumento de mais de 5%, meses com registro da pandemia. Foram 55 homicídios de vítimas do sexo feminino e 707, incluindo de homens.

De 19 de março a 18 de junho deste ano, foram relatados às autoridades da segurança pública, 306 casos de lesão corporal contra mulheres. No mesmo período, em 2019, ocorreram 432.

Levantamento feito pelo G1 e publicado nesta quarta-feira (16) aponta que o Brasil registrou um aumento de 2% no número de mulheres assassinadas no primeiro semestre de 2020 em comparação ao ano passado.

Em relação aos feminicídios - quando ocorre também o assassinato da mulher - mas quando a vítima é morta pelo fato de ser mulher, houve queda do número de casos. Foram 26 de janeiro a junho de 2019 e 15 no mesmo período de 2020, uma redução de mais de 42%.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) lançaram em junho a campanha Sinal Vermelho para a Violência Doméstica, que ajuda mulheres em situação de violência a pedirem ajuda nas farmácias do país. A iniciativa veio após a confirmação do aumento dos casos de violência registrados contra a mulher durante a quarentena. 


Fonte: gazetaweb.globo.com

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