Mais vale o mandato que a identidade

Quando a política mostra que não existem mais políticos!

Classe política não se mistura, vive da mistura, na mistura e pela mistura.

02/09/2020 por Por Raul Rodrigues

As reservas morais se foram. Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Mário Covas, Zé Moura Rocha, Teotônio Vilela, e, os que sobraram saíram da política atual. Pedro Simon como exemplo.

A política atual é a do “toma lá da cá” e pronto. Não existe outra forma ou consistência quando se pergunta a um político porque da sua aliança com o que não presta. A resposta é a dada pelo presidente Bolsonaro quando indagado sobre Arthur Lira: “me arranje outro que tenha mais votos!”.

Não podemos mais acreditar em melhoras para o país. Para Bolsonaro basta a sua reeleição e a permanência no governo. O resto? É resto mesmo, como responderia ele mesmo.

Muito se há de escrever no futuro quando por aqui eu nem mais esteja vivo para se desbravar as verdades que tenho descrito. Bolsonaro foi uma marca com prazo vencido. Disse ser capaz de derrotar a corrupção e na verdade juntou-se a ela. Disse combater a violência e os números não mudaram. O Rio de Janeiro continua tão perigoso quanto antes. Disse combater os desvios de verbas públicas, mas os rastros propinas em sua família são infinitos. Disse “O Brasil acima de tudo e Deus acima de Todos”, mas ele está abaixo do Centrão!
 

*continuo votando em Bolsonaro, mas não posso deixar de fazer as minhas observações. 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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