Quem viveu não esquece jamais

Para quem viveu os bons tempos de uma sociedade saudável.

A felicidade batia às nossas portas como o vento que todas as manhãs vem para terra - terral - e depois, à noite volta para os oceanos em busca de calor.

25/08/2020 por Por Raul Rodrigues

Por vezes nos lembramos de como era bom ser garoto ou menino, jogar bola nas praças ou ruas ainda de barro, jogar pinhão ou furão, brincar de durango ou garrafão, correr pelas ruas sem medo de assalto, chupar picolé de amendoim do Mané Coutinho, ou correr com a bola por medo da Polícia que passava por onde brincávamos. Éramos felizes e não sabíamos. 

E as marcas desses belos tempos ficam em nossa memória que são ativadas a cada vez que nos deparamos com fotos ou imagens que nos reportem a esse dourado tempo. E o face book tem nos permitido esses encontros inesperados.

Hoje me deparei com a foto da Rural e do Jipe, da brincadeira de Barcos em final de ano – Natal – onde o desafio era chegar a mais alta das alturas. Não pude deixar de descrever tamanha saudade desse tempo.

A socialização depois tão falada pelos senhores do saber, psicólogos e pedagogos, acontecia por ordem natural da ocupação dos nossos pais e pela oportunidade do “vá brincar para depois tomar banho”! Não se falava nem criavam crianças egoístas nem individualistas. Fomos curados pela natureza humana. As brigas acabavam na mesma tarde, e no dia seguinte estávamos todos juntos sem ressentimentos.

As calças compridas eram as bermudas de hoje, a camisa de manga comprida era para a primeira comunhão, o sapato e meia usados aos domingos para irmos para a missa, e quando maiorzinhos, a ida ao cinema quando a censura permitia.

 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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