Robson Lessa é o substituto de DNA

Grandes momentos da imprensa penedense estão no passado. Pouco nos resta no presente.

Entrevistar a Pelé era o máximo da carreira de qualquer spinner. Haroldo Lessa conseguiu.

25/08/2020 por Por Raul Rodrigues
Haroldo Lessa e Pelé

A imprensa penedense sempre foi celeiro de grandes vozes e fortes opiniões. Alguns nomes chegaram ao Rio de Janeiro na Rádio Globo, Antônio Manuel Gomes Goes, na Gazeta de Alagoas, Luilton Roosevelt, Stenio Reis, e muitos outros nomes feitos na Emissora Rio São Francisco que foram além-fronteiras. Hoje discorreremos sobre Haroldo Lessa, morador da Rua Fernandes de Barros, no antigo sobrado onde hoje se instalam partes da UFAL.

Haroldo Lessa era um homem que metia medo nos meninos da citada rua pela altura e porte físico. Seu pai também nas mesmas proporções sempre de branco – linho – e Dona Maria Lessa, sua irmã quebrava nosso medo pela cordialidade com que tratava a nós, os pequeninos travessos da quadra do Convento, Prefeitura, Tiro de Guerra, Gabino Besouro e adjacências.

Enquanto locutor esportivo, parte genética que deixou com seu filho, Robson Lessa, Haroldo Lessa foi uma voz marcante em Penedo e Aracaju, onde temos conhecimento das suas atuações radiofônicas. Eram os idos de 1960/70.

Marcante por palavras retas e curtas, Haroldo Lessa, que exercia também a função de autoridade do Campo de Aviação, farda de blusa branca com ataca sobre aos ombros com detalhes azuis, quepe azul com listas douradas, não deixava dúvidas do ar autoritário sob o que conhecia.

Como cronista esportivo, narrador de futebol e spinner Haroldo Lessa foi dos raros a entrevistar ao rei Pelé no auge da sua carreira como o mais conhecido camisa 10 do Santos Futebol Clube. E neste quesito, uma lenda da equipe de esportes da AM São Francisco.

Por se tratar de uma pequena lembrança em nossa memória, diria que Haroldo Lessa está para a Emissora Rio São Francisco dos áureos tempos, como o Papa está para Roma. Os dois são indissociáveis. Obviamente que para as novas gerações esta afirmativa soa como música desconhecida. Todas elas fazem parte do Axé, e nós estamos a falar dos tempos do Bolero e da Gafieira. 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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