Mulheres vítimas de violência

‘Sinal Vermelho’: Mulheres vítimas de violência doméstica podem pedir ajuda em farmácias de Niterói, RJ

Vítimas mostram sinal vermelho na mão ou em receita médica para atendente de farmácias. Grupo de apoio do RJ não parou de funcionar mesmo durante pandemia.

01/08/2020 por Chico Regueira

As mulheres que sofrem violência doméstica podem pedir ajuda, a partir desta sexta-feira (31), em farmácias de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A campanha “Sinal Vermelho”, contra a violência doméstica, foi adotada na cidade.

“A pessoa que é a vítima ela pode abordar, ela pode chegar na farmácia e apresentar um ‘X’ na mão mostrando que ela está precisando de ajuda. Se ela estiver acompanhada, ela pode fazer um ‘X’ na receita médica também. Ela pode entregar um papelzinho para gente, orientando”, disse a farmacêutica Renane Bernardes.

A coordenadora de políticas de direitos das mulheres em Niterói, Karina Kakau, afirmou que as mulheres não precisam ter um registro de ocorrência para pedir ajuda.

“O que é importante para a mulher saber é que ela não precisa fazer o registro de ocorrência para obter ajuda. A ajuda é uma escolha dela e ela pode encontrar ajuda no centro especializado de atendimento à mulher”, disse

As mulheres da cidade também podem recorrer aos guardas municipais de Niterói. Sabrina Rosa integra o quadro da Guarda Civil municipal e falou da importância da campanha.

“Eu fui vítima de violência doméstica há doze anos e essa campanha é muito importante para ganhar força porque as mulheres têm muito medo. Na época eu tinha muito medo e além da violência física eu sofria violência psicológica conjunta. Isso está sendo muito importante para mim também para ver que estou mais forte, que eu não desisti”, disse Sabrina.

Vítima teve 65% do corpo queimado
Conforme mostrou o RJ2, uma vítima de agressões do ex-marido teve 65% do corpo queimado. Ela carrega as marcas da violência deixadas pelo ex-companheiro, com quem teve duas filhas.

“Eu tive meu corpo incendiado, 65% do corpo queimado com gasolina (...)Já veio com a garrafa aberta e mão para trás. Só que eu não esperava isso”, disse a vítima, que prefere não se identificar.

Ela participa do grupo Movimento de Mulheres, em São Gonçalo, também na Região Metropolitana. Os projetos que prestam assistência às vítimas continuaram funcionando no Grande Rio mesmo durante a pandemia de Covid-19.

“Desde 16 de março, atendemos 78 mulheres presencialmente que vieram pela primeira vez na instituição e 90 mulheres que já eram atendidas retornaram pedindo socorro para uma situação nova de abuso doméstico”, disse Marisa Chaves, do Movimento de Mulheres em São Gonçalo.


Fonte: g1.globo.com

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