Desemprego ameaça economia e flexibilização

Pedidos de seguro-desemprego avançam 7,3% em AL na primeira quinzena de junho

Nos primeiros quinze dias deste mês, 2.571 trabalhadores alagoanos deram entrada no benefício

28/06/2020 por Carlos Nealdo

Os pedidos de seguro-desemprego de trabalhadores com carteira assinada avançaram 7,3% em Alagoas na primeira quinzena de junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento divulgado nesta semana, pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia. De acordo com o órgão, nos primeiros quinze dias deste mês, 2.571 trabalhadores alagoanos deram entrada no pedido do benefício, contra 2.396 registros feitos no mesmo período de 2019.

Com os serviços considerados não essenciais fechados por causa do decreto de isolamento social do governo de Alagoas, 92,2% das solicitações do benefício em Alagoas foram feitas via internet - o que representou 2.370 registros. Foi a terceira maior taxa do País nessa modalidade, atrás apenas do Acre (98,1%) e Amapá (95,2%). Para se ter uma ideia do que isso representa, na primeira quinzena de junho do ano passado, apenas dois pedidos tinham sido feito por meio da web em Alagoas.

Em todo o País, os pedidos de seguro-desemprego de trabalhadores com carteira assinada subiram 35% na primeira quinzena de junho em relação ao mesmo período do ano passado. Na primeira metade do mês, 351.315 benefícios de seguro-desemprego foram requeridos, contra 260.228 pedidos registrados no mesmo período do ano passado. Ao todo, 71,4% dos benefícios foram pedidos pela internet no mês passado, contra apenas 0,7% no mesmo período de 2019.

Número acumulado

Apesar da alta em junho, os pedidos de seguro-desemprego cresceram em ritmo menor no acumulado do ano, tendo somado 3.648.762 de 2 janeiro a 15 de junho de 2020. O total representa aumento de 14,2% em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado, 3.194.122.

No acumulado do ano, 52,2% dos requerimentos de seguro-desemprego (1.903.921) foram pedidos pela internet, pelo portal gov.br e pelo aplicativo da carteira de trabalho digital; 47,8% dos benefícios (1.744.841) foram pedidos presencialmente. No mesmo período do ano passado, 98,5% dos requerimentos (3.147.751) tinham sido pedidos nos postos do Sine e nas superintendências regionais e apenas 1,5% (46.371) tinha sido solicitado pela internet.

Os estados com o maior número de pedidos foram São Paulo (109.278), Minas Gerais (37.130) e Rio de Janeiro (28.507). Embora os requerimentos possam ser feitos de forma 100% digital e sem espera para a concessão do benefício, o Ministério da Economia informou que os dados indicam que muitos trabalhadores continuam aguardando a reabertura dos postos do Sine, administrados pelos estados e pelos municípios, para darem entrada nos pedidos. O empregado demitido ou que pediu demissão tem até 120 dias depois da baixa na carteira de trabalho para dar entrada no seguro-desemprego.

Em relação ao perfil dos requerentes do seguro-desemprego na primeira quinzena de junho, a maioria é masculina (60,2%). A faixa etária com maior número de solicitantes está entre 30 e 39 anos (32%) e, quanto à escolaridade, 60,4% têm ensino médio completo. Em relação aos setores econômicos, serviços representou 41,7% dos requerimentos, seguido por comércio (25,3%), indústria (19,3%) e construção (FG9,8%).


Fonte: gazetaweb.globo.com

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