Bolsonaro acreditou ser capaz

As análises dos primários da política; não votar em Bolsonaro não é votar no PT!

Centrão cantou a bola em fevereiro por meio de Arthur Lira que disse: "deixe fevereiro passar"! E passou mesmo.

28/06/2020 por Por Raul Rodrigues

Quando decidi votar em Bolsonaro, decidi por acreditar nas propostas do governo contra a corrupção, armamento para posse, uso forças militares, PM e PC, com poder de combater a bandidagem com o mesmo poder de fogo ou maior. Chega de Policiais mortos por serem policiais, ou em combate na zona de guerra em que se tornou o Rio de Janeiro e outras cidades. Isso me bastava. Haddad jamais faria quaisquer coisas nesse nível.

Bolsonaro venceu as eleições. Assumiu o governo, e convocou um time de ministro de primeira linha. Os que ele escolheu é acerto ou erro dele. Os que o povo queria, Sergio Moro como exemplo, serviram de alicerce para a formação de um grande governo. Se Sergio Moro fez acordo por vaga no STF, competência para tanto ele tem! Se Bolsonaro não cumpriu a palavra o erro é totalmente dele.

Mas quantas prisões de corruptos aconteceram? Em um ano e meio de governo, as prisões que ganharam notoriedade nacional foram as de “blogueiros contra ou a favor do governo, e a do assessor do seu filho, Flávio Bolsonaro” mais enrolado que bobina de motor de partida ou cabelo de africano. E as promessas de campanha, babau!

Das investigações mais profundas feitas pela Polícia Federal ou instâncias similares, só se direcionam para os filhos 01, 02, 03 e 04. E todas elas com rastro de pólvora até o cabelo. E os piores políticos do sistema toma-lá-dá-cá, sobrevoando o Palácio do Planalto com paraquedas prontos e acenos da terra de venham para cá. E as promessas de campanha, babau!

Se tivemos ações mais enérgicas por parte dos militares, estas foram no Rio de Janeiro de PMs sob o comando do governador Witizel, apartado do governo federal como quem tinha lepra nos tempos medievais. E as promessas de campanha babau!

E para terminar a desidratação do poder de Bolsonaro, já que o governo acabou e lhe restou apenas o mandato, os enfrentamentos com o Supremo Tribunal Federal – STF –, com o Congresso Nacional – Câmara dos Deputados Federais e Senado da República, e o Superior Tribunal Eleitoral, lhe tiraram o fôlego fora d’água. Imaginem dentro do mar ou oceano, do rio Madeira ou do São Francisco, este último se nos tempos de cheia, como irá respirar o presidente cadeirante?

Não tem mais a mínima condição de governar por conta própria, e todos os seus aparelhos da sobrevida estão sob os cuidados do Centrão. Caiu, Caiu a Babilônia dos Bolsonaro. País necessita urgentemente de um político de verdade. Tasso Jereissati pode ser um nome de pacificação. Experiência e competência para o cargo ele tem. Falta o povo entender que arriscar com envelope é que não podemos mais. 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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