Dermeval me foi próximo em poucos anos

Pessoas que fazem falta a Penedo: Dermeval Barbosa, o gordinho do Posto

Talvez algu´pem estranhe a nossa escrita por não saber das tantas vezes que conversei com o Gordo, mas nos últimos anos da sua vida fomos próximos.

19/06/2020 por Por Raul Rodrigues
Em evento no SESI nos anos 90

Estive fazendo viagens no túnel do tempo e em cada uma delas me encontro com figuras marcantes que fazem a Penedo até o sempre. Dermeval Barbosa é uma dessas. O Gordinho do Posto.

Linguarudo e perspicaz, recheado de histórias da vida para fundamentar e fortalecer seus conhecimentos filosóficos e não servir de piada para ninguém, o gordinho que nos deixou saudades eternas me veio à memoria depois de me deparar com a foto em tela.

Exímio juiz de voleibol e arbitro de futsal, à época Futebol de Salão, um dos maiores incentivadores dos Jogos da Primavera em Penedo, membro honorário do DEAP – Departamento de Esportes Amador de Penedo – fundado pela gestão Raimundo Marinho, Dermeval inspirava respeito e medo. Nenhum atleta ousava enfrentar ao Gordinho do Posto dentro ou fora das quadras onde brilhou.

Figura notável na sociedade penedense entre fases da sua vida soube como poucos viver as delícias da culinária, sempre bem acompanhado de uma bela descoberta das suas peripécias pelos bairros periféricos de Penedo. Gostava de ostentar um bolso sempre cheio de dinheiro como forma de lhe garantir o atrativo dos olhares femininos, e para os amigos que lhe serviam de companhia o carinho por uma boa conversa. Misturava amizade e interesse qual sábio.

Náufrago das paixões não correspondidas sempre foi um “Coração Valente” em busca de novas conquistas. Muito embora se respeitando que de todas elas ele desfrutou do seu primeiro encanto. Cavaleiro das grandes disputas, ou cavalheiro da corte ao enamorar-se pelo primeiro amor. Ou na verdade o amor à primeira vista. Dermeval foi expoente no quesito conquistador. Se depois lhe custou a dor, antes disso desfrutou do amor.

Em dias de isolamento social lembrei-me de quem nunca aceitaria viver só. Seria uma tormenta vê-lo de máscara, sozinho e sem a roda de amigos ao seu derredor, ou sem as pérolas que garimpava nas chamadas, por ele, periferias de lamas onde se escondem os diamantes.

Saudades eternas gordinho.


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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