Contrariando protocolos

Cloroquina eleva chance de morte, aponta estudo

Brasil somou mais 1.001 mortes entre quinta (21) e sexta-feira (22), chegando a 21 mil óbitos no total

23/05/2020 por Renato Machado

Estudo com dados de 96 mil pessoas com Covid-19 indicou que quem tomou hidroxicloroquina e cloroquina tinha maior risco de arritmia e morte.

brasília O Brasil registrou 1.001 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, 20.803 novos casos confirmados e se tornou o segundo país no mundo com mais casos, com um total de 330.890.

O país ultrapassou a Rússia, que tem 326.448 casos, segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA), que monitora dados da pandemia. Os Estados Unidos são o país mais afetado, com quase 1,6 milhão de casos e 95 mil mortes.

Segundo dados do Ministério da Saúde desta sexta (22), o Brasil tem um total de 21.048 óbitos O recorde é de 1.188 novas mortes registradas em apenas um dia, na quinta (21).

Os cinco primeiros países com mais mortes são EUA (95 mil), Reino Unido (36 mil), Itália (32 mil), Espanha e França (28 mil). O Brasil vem em seguida. No entanto, a Rússia, o segundo país com mais casos, lista pouco mais de 3.000 mortes, o que gera desconfiança interna e externa.

Os cinco estados mais afetados pela pandemia do novo coronavírus seguem concentrando mais da metade do total de óbitos em decorrência da doença. São Paulo agora registra um total de 5.773 vítimas. O estado também lidera em casos confirmados, com 76.871.

Em relação ao número de mortes, aparecem na sequência o Rio de Janeiro (3.657), Ceará (2.251), Pernambuco (2.057) e Pará (1.937).

Após São Paulo, o Ceará aparece como o segundo com o maior número de pessoas infectadas, com 34.573. Depois aparecem o Rio de Janeiro, com 33.589; Amazonas, com 27.038; e Pernambuco, com 25.760.

O boletim também mostra que 135.430 pessoas que haviam sido infectadas pelo coronavírus se recuperaram da doença —o que corresponde a 40,9% do total de casos.

O Ministério da Saúde não realizou nesta sexta a coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto para divulgar as ações de enfrentamento à pandemia e comentar o aumento recente no número de mortes, que nesta semana ultrapassou a marca de 1 mil em 24 h.

Na quinta, técnicos da pasta afirmaram que havia sinais de que a curva de casos pudesse estar se estabilizando nos estados da região Norte. No entanto, seriam necessários mais alguns dias para confirmar se configurava uma tendência.

O secretário substituto de Vigilância em Saúde da pasta, Eduardo Macário, também afirmou que os estados do Norte e do Nordeste eram duramente afetados, pois o surto de coronavírus coincidia com a sazonalidade das doenças respiratórias na região, por causa da temporada de chuvas.

Por outro lado, a chegada do frio no Sul e Sudeste deve levar esses problemas de saúde para essas regiões.


Fonte: pressreader.com - Folha de SP

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