A vida pós-apodemia será assim.

Somente a Deus seria e é permitida tamanha cobrança à raça humana.

O Mundo sendo cobrado por igual. A globalização nos tronou únicos e iguais, portanto, neste momento somos todos um.

18/05/2020 por Por Raul Rodrigues

Estamos diante de maior tragédia da humanidade. O Covid-19 fará estragos irreconhecíveis se comparados ao antes da história da humanidade. E isto é e será um fato sem para tanto sermos o Cavaleiro do Apocalipse. São as observações do desenrolar dos fatos. Nada nunca foi tão igual para todos. Nada nunca foi tão previsível em suas consequências. Nada nunca foi tão raso ou profundo ao mesmo tempo. Não há desiguais no planeta dentre os humanos. Todos tememos e todos ficamos de joelhos diante da fúria do Coronavírus.

O momento dele será ímpar, singular, embora não desejemos ser tão devastador. Os pilares da atual humanidade desumana são as diferenças socioeconômicas, e de poder. A eles o Covid-19 não faz menção alguma. Mata do mesmo jeito e sem medir as consequências das mortes. Na intelectualidade ele põe o desafio: diga quem sou? Para onde vou? E como irei chegar? E com o irei partir? Nem os maiores cientistas sabem responder a essas perguntas hoje. E o homem pobre e sem saber algum das academias de letras e das ciências, alicerçado apenas em sua sabedoria diz baseado na fé, só Deus sabe.

O que já imaginamos é que no pós-pandemia as sequelas serão tamanhas que a psicologia e a psiquiatria serão os maiores alvos de apoio à humanidade sobrevivente, pois as perdas materiais e emocionais serão irreparáveis. E o ser humano será pequeno para somente ele entender tamanha desgraça. E repetimos: não somos o Cavaleiro do Apocalipse, mas a somatização dos fatos sinalizam para tais conclusões.

O sofrimento e a dor deixados pelo tempo de isolamento social acumulados com a falta das terapias empíricas e artesanais – os desabafos entre amigos e amigas, os encontros para lazer em clubes ou bares, restaurantes e ou locais escolhidos por cada um – transformarão as pessoas em verdadeiras bombas relógio ou fios desempatados – como se diz na gíria – podem ser efeito o catalizador para grandes brigas e agressões entre afetos e desafetos, se considerarmos além das dores emocionais as dores das perdas materiais – desemprego e falta de estrutura para que famílias inteiras mantenham as suas vidas como d’antes – levando-se em conta que aos pobres as perdas serão consideradas menores por não terem tanto a perder. Eles já vivem sobrevivendo, e não vivendo.

A humanidade continuará em sua parte dos salvos; mas como continuaremos só Deus sabe. O desafio é monstruoso, a economia será em grande parte destruída. E isto fere dos mais ricos aos mais pobres. O controle emocional será cobrado em sua mais alta capacidade física e mental, os limites serão extrapolados em todas as áreas, o homem será então perguntado por Deus: valeu a pena tanta ganância, tanto orgulho, tanto individualismo, tanto egocentrismo, tanto perfeccionismo cobrado aos outros, tanto poder ao seu dispor quando deveria ser para distribuir aos demais, tantos holofotes por sobre você, valeu a pena destruir aos outros para conseguir o seu sucesso individual ou empresarial, valeu a pena fazer dos outros cavalo-de-batalha para aumentar os seus lucros dando migalhas a quem de fato os produziu que méritos tem você se tudo isto não lhe foi o bastante para a sua consciência ser a minha voz?

Eu sou o Deus do Universo, aquele que lhe permitiu ter todo o livre arbítrio, mas o que produzistes foi o descrito acima.  Este acredito ser o final.


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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