O desconhecido cobrando novas soluções

E o novo pegou a todos de surpresa. Pontuando escolas, pais, professores e alunos.

As escolas estão buscando as suas manutenções, os professores manterem as suas vidas, os estudantes em férias prolongadas, e os pais se sufocando em contas. O caos em vida.

04/05/2020 por Por Raul Rodrigues
pagar por quê?

Reza a lenda da psicologia que o novo deixa a todos atordoados e sem saber a saída. E é fato. Hoje não sabemos a melhor saída para os problemas advindos do Coronavírus – Covid-19 – que deixou a médicos e cientistas, governantes e parlamento, ricos ou  pobres, empregados ou desempregados, comerciantes ou comerciários, funcionários públicos de quaisquer esferas, empresários e/ou empresas, sem distinção alguma, a todos sem saber o que fazer para vencer dias, semanas ou meses dessa pandemia.

Mas neste artigo quero me dedicar um pouco à classe a que pertenço mesmo que aposentado. A dos professores. Das escolas e dos pais e dos estudantes. Hoje sem rumo certo e sem perspectivas como sair de uma situação inusitada onde todos somente perdem noites de sono em busca da salvação da situação. A situação é nova, e por isso não existem registros de como lidar com tais fatos. Teremos que improvisar, mas improvisar bem. De tal forma que os prejuízos sejam mínimos para todos. Mas com uso do bom senso.

Os estudantes estão adorando mesmo que em começo o isolamento social. Adolescentes gostam de espaço único onde eles reinem por característica, o adolescente gosta do silêncio entre eles, se suportam mesmo que sem trocar uma palavra sequer. Faz parte da sua característica cronológica e da personalidade em formação. Mas a ausência total de contato com os demais colegas vai incomodar, e as redes sociais irão se esgotar muito em breve. Problemas para dentro de casa ou do apartamento, pois o espaço ainda é menor. Quanto às aulas, eles hão de preferir a falta delas por ato instintivo de irresponsabilidade em sua grande maioria. Também fato apropriado da idade.

Para as escolas o problema segue com maior dificuldade, pois tem folha de pagamento dos professores a pagar, mas sem aulas ministradas como cobrar dos pais que assinaram um contrato de prestação de serviços?  Sem aulas fica difícil pagar. Por sua vez os professores estão sem ministrarem as suas aulas pelas circunstâncias adversas nunca d’antes vividas. Todavia não ministraram as suas aulas, e por lei, os pais não devem pagar pelo que não foi dado. Crise na vida dos professores e das escolas, visto que ambos não prestaram os seus serviços e não há lógica em os senhores pais pagarem as mensalidades com as aulas suspensas. Natural que se busquem acordos. Férias coletivas é engessamento futuro. Resolve agora e depois se exaure. E aí? Engodo puro. Afinal o ano letivo está comprometido ou perdido. Pagar pelo que se perdeu?

E aos pais sobram as dúvidas interpostas pelos métodos nunca antes projetados ou utilizados que vem sendo proposto pelas tele aulas ou aulas online. Todos nós sabemos que isso não passa de uma embromação e que isto não funciona de uma hora para a outra. Portanto, mais um problema a ser solucionado dentro de uma linha de consenso e com o uso do bom senso. O que não se pode é a escola emitir boleto de cobrança sem que haja uma ampla discussão via conferência online com pais e professores, diretores e docentes.

Aulas online não é solução, pois tudo tem que desaguar em provas ou testes para se conferir a aprendizagem. E como seria então? Problema às claras, soluções a se buscar.
 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

Tags: e o novo pegou a todos de surpresa. pontuando escolas - pais - professores e alunos.