Mundo e o coronavírus

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Espanha supera a China em número de mortes por causa do novo coronavírus. Na Índia, 1,3 bilhão inciam quarentena de 21 dias.

26/03/2020 por Redação

A Espanha superou o número de mortes na China por complicações relacionadas com o novo coronavírus e ultrapassou a Itália em vítimas fatais diárias. São 3.434 pessoas mortas pela Covid-19. Nas últimas 24 horas, foram registradas 738 vítimas fatais. São 47.610 pessoas contaminadas e 3.166 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

No Brasil, a última atualização, da tarde desta quarta-feira (25), registra 57 mortes e 2.433 casos confirmados de pessoas com Covid-19. A taxa de mortalidade no país até o momento é de 2,4%.

A Itália registrou 683 mortes nas últimas 24 horas. País mais afetado pela pandemia, já registrou 6.820 mortes por Covid-19. São quase 70 mil contaminados em território italiano.

O exército espanhol pediu à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) kits de testes do coronavírus, ventiladores e equipamentos de proteção. O pedido faz parte de acordo de assistência internacional da aliança, de acordo com Miguel Villarroya, chefe das forças armadas do país. A ajuda será transferida aos civis.
De acordo com a universidade Johns Hopkings, o número de mortes por complicações de Covid-19 superou os 21 mil. Até as 20h desta quarta, foram registradas 21.162 vítimas fatais. São ao menos 466.955 contaminados ao redor do planeta. São 113.770 registros de pessoas recuperadas.
Cerca de 1,3 bilhão de indianos iniciam nesta quarta-feira (25) um período de 21 dias de isolamento. Essa é a maior quarentena do mundo. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, prometeu direcionar US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,16 bilhões) para o sistema de saúde do país.

As últimas notícias desta quarta-feira:
Espanha supera China em número de mortes por Covid-19
Exército espanhol pede ajuda para seus civis à OTAN
Número de mortes no planeta supera os 20 mil
Estados Unidos anunciam acordo federal para aliviar consequências
China suspende imposições drásticas impostas em janeiro
Príncipe Charles testa positivo, informam autoridades palacianas
Parlamento Britânico encerra atividades por quatro semanas
Tailândia decreta estado de emergência até o dia 30 de abril
Irã pode enfrentar nova onda de Covid-19, diz porta-voz
Governadora de Tóquio pede isolamento da cidade até 12 de abril
ONU lança plano de suporte para os países mais pobres
OMS faz apelo para que líderes se unam
Aeroporto de Londres suspende voos comerciais e privados
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta um acordo federal de US$ 2 trilhões para aliviar as consequências da pandemia do coronavírus Sars-Cov-2 sobre a economia do país. O pacote de estímulo deverá auxiliar trabalhadores, empresas e o sistema de saúde.
A China suspendeu nesta quarta as drásticas restrições impostas desde janeiro à província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, epicentro da pandemia provocada pelo novo coronavírus. Em uma tendência de queda nos registros, o país voltou a não registrar contágios locais nas últimas 24 horas.

Príncipe Charles está infectado
O teste do príncipe Charles para Covid-19 deu positivo, informaram autoridades palacianas. A BBC confirmou a informação. Charles, de 71 anos, é o filho mais velho da rainha Elizabeth II e o herdeiro do trono. "O príncipe de Gales foi testado positivamente para o Coronavírus", publicou a Casa de Clarence, o nome do palácio onde vive o príncipe.

O Parlamento Britânico decidiu antecipar o fechamento em uma semana, como parte do esforço do Reino Unido para conter a disseminação. A suspensão começará nesta noite, com duração inicial de quatro semanas. Originalmente, as atividades seriam paradas em 31 de março apenas.
O aeroporto de Londres vai suspender temporariamente voos comerciais e privados a partir da tarde desta quarta. A suspensão deve se estender ao menos até o final de abril e leva em conta as orientações do governo do Reino Unido para tentar conter o avanço do vírus.

Pelo mundo
A pandemia do novo coronavírus "está ameaçando toda a humanidade", disse o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, em lançamento do Plano Mundial de Resposta Humanitária à Covid-19, cujo objetivo é dar suporte às pessoas mais vulneráveis nos países mais pobres do mundo. O projeto terá ação até dezembro e inclui doações de até 2 bilhões de dólares.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a reforçar a importância de o mundo adotar medidas de quarentena e isolamento social para conter a transmissão do vírus, que tem se acelerado nas últimas duas semanas. Pelo Twitter, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu a cooperação de todos os países. "Imploro aos líderes que se unam e prestem atenção a esse apelo."
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nessa quarta-feira (24) que não deve se precipitar para pôr fim às medidas de isolamento por conta do coronavírus no país. As restrições atingem quase a metade do país.
"Não vou fazer nada precipitado ou apressado", disse Trump. "Eu não faço isso."
Ele sinalizou em uma entrevista coletiva na Casa Branca que o governo dos EUA deve repensar sua estratégia após o fim dos 15 dias de isolamento. "Quero recuperar nosso país", disse.

Com 192 mortes registradas até às 12h desta quarta, Nova Iorque é o estado mais atingido pela Covid-19 nos Estados Unidos. Em entrevista nesta manhã, o governador Andrew Cuomo disse que os controles de densidade parecem estar funcionando, já que as hospitalizações que estavam dobrando a cada dois dias no domingo, passaram a dobrar a cada 4,7 dias na última terça.

O governador ainda disse que esportes de contato próximo, como o basquete nos parques, poderão ser banidos se a população não colaborar com as medidas restritivas. Ainda nesta quarta-feira, morreu o primeiro sem-teto de Nova Iorque.
O número de mortes por Covid-19 na França é muito superior ao número divulgado pelo governo, disse uma importante autoridade de saúde do país. Até esta quarta-feira, o número divulgado é de 1.331 mortes no país, com 25.233 casos totais. Por enquanto, as mortes contabilizadas são apenas aquelas que acontecem nos hospitais, excluindo lares de idosos e outras residências.
A Argentina suspendeu a repatriação dos seus cidadãos que estão em outros países. O presidente Alberto Fernández disse que as pessoas precisam "esperar um pouco". Antes, voos já tinham sido fretados para que elas voltassem ao território, mas foram suspensos.

O primeiro caso de coronavírus foi confirmado no Cox's Bazar, em Bangladesh, que fica a cerca de uma hora de carro de grandes campos que abrigam quase um milhão de refugiados rohingya. Essa minoria deixou Mianmar fugindo da violência e atualmente vive em condições muito precárias. Até o momento, não há registro de Covid-19 entre os refugiados.

Maior fabricante do mundo de luvas médicas, a Associação da Malásia do setor disse que haverá uma escassez crônica de luvas após a demanda em hospitais ao redor do planeta. Em função de um bloqueio no país, a produção, controlada pela Associação de Fabricantes de Luvas de Borracha da Malásia (Margma), vai operar com apenas 50% de sua capacidade. Os custos também devem aumentar de 25 a 30%.

O Irã pode enfrentar uma nova onda de coronavírus nos próximos dias, de acordo com Ali Rabiei, porta-voz do governo iraniano. A preocupação surgiu depois que alguns cidadãos seguiram ignorando as orientações emitidas pelas autoridades de saúde, viajando durante o feriado de Ano Novo iraniano. Segundo Rabiei, as viagens entre cidades estão proibidas e os infratores sofrerão sanções. São mais de 27 mil contaminados no país e 2.077 mortes.
O rei da Arábia Saudita ordenou uma antecipação do toque de recolher das 19h para as 15h diariamente na capital Riade, em Meca, o maior centro de peregrinação muçulmana do mundo, e Medina. Serão 21 dias de isolamento, que estão sendo contabilizados desde a última segunda. Também está proibida a entrada ou saída das cidades.

Presidente do Instituto Robert Koch, órgão que tem monitorado a epidemia na Alemanha, Lothar Wieler disse que o número de mortes no país vai aumentar e que a pandemia só está começando na região. Atualmente, são mais de 33 mil pessoas contaminadas e 164 mortes.

Presidente da Rússia, Vladimir Putin ordenou que os militares comecem a treinar para ajudar a conter a pandemia. Em suas bases, farão exercícios de como lidar com o surto, mobilizando todas as suas forças ao redor do país. Por enquanto, são 658 casos registrados em território russo e nenhuma morte. De acordo com autoridades, o número baixo de casos comparado ao restante da Europa pode ser em função de uma triagem insuficiente.
A Tailândia entrará em estado de emergência a partir desta quinta-feira. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Prayut Chan-o-cha. O decreto terá validade até o dia 30 de abril. Os cidadãos estão sendo orientados a manterem o isolamento e, de acordo com Prayut, alimentos e outras necessidades estarão disponíveis em quantidade adequada. O primeiro-ministro não especificou quais serão as novas medidas, mas disse que "alguns podem sentir que perderam seus direitos e liberdade, mas isso é para protegê-los".

Uma destilaria alemã está distribuindo álcool puro, normalmente usado para fabricar bebidas, a hospitais e clínicas sem suprimentos essenciais para o combate ao coronavírus. Stefan Penninger, da Destilaria Penninger, na cidade bávara de Waldkirchen, disse que a empresa não tem autorização para fabricar desinfetantes, mas que o álcool pode ajudar.


Os alemães têm estocado produtos como desinfetantes, sabão, papel higiênico e macarrão desde o começo de março, mesmo com a garantia do governo de que não faltaria suprimentos. São 34 mil contaminados na região e 172 mortes.

Brasil
A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) considerou que o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro pode dar falsa impressão que as medidas de contenção social são inadequadas e que a Covid-19 é semelhante ao resfriado comum. Na noite de terça-feira (24), o chefe de estado criticou em rede nacional de televisão o pedido para que todas aqueles que possam fiquem em casa e culpou os meios de comunicação por espalharem, segundo ele, uma sensação de "pavor". Ele declarou ainda que, se contrair o vírus, não pegará mais do que uma "gripezinha".

Questionada sobre o posicionamento contrário às orientações de isolamento social do presidente Jair Bolsonaro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25) que a responsabilidade de conter a pandemia de coronavírus é principalmente das autoridades políticas.

"Temos que fazer tudo para controlar esse vírus. É uma responsabilidade de todos, especialmente das lideranças políticas. As comunidades precisam se mobilizar para fazer a coisa certa e controlar essa pandemia", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.
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Para ajudar no combate o coronavírus, o Ministério da Saúde vai permitir que médicos usem a cloroquina, remédio para malária, lúpus e artrite, em pacientes que estiverem em estado grave. Serão distribuídas 3,4 milhões de unidades do medicamento a hospitais nesta semana para ajudar na recuperação dos doentes.

A Prefeitura de Porto Alegre confirmou a primeira morte por coronavírus na Capital e no Rio Grande do Sul. O prefeito Nelson Marchezan Jr. divulgou a informação na madrugada desta quarta. O caso ainda não foi oficializado pela Secretaria Estadual da Saúde. A vítima é uma mulher de 91 anos que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Moinhos de Vento.


Fonte: g1.globo.com

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