Demolição de prédios condenados

Demolição de prédios condenados do Jardim das Acácias, no Pinheiro, começa no dia 7 de abril

Blocos estão em área de risco elevado e com estruturas colapsadas e com risco de tombamento. Defesa Civil solicitou demolição.

26/03/2020 por Redação

As primeiras demolições de prédios no bairro do Pinheiro, condenados pela Defesa Civil de Maceió por causa das rachaduras que surgiram no solo, começam no dia 7 de abril. Quatro blocos do conjunto habitacional Jardim das Acácias serão demolidos.

A área de demolição começou a ser preparada nesta quarta-feira (25) com tapumes de isolamento.

A Prefeitura de Maceió adotou a medida por causa do risco de tombamento das estruturas, constatado no relatório técnico da Coordenadoria Especial Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), que recomenda a demolição e também pela aproximação do período de chuva, que pode agravar o problema e trazer riscos à população.

Os blocos que serão demolidos são 7, 8, 9 e 15. Todos estão em uma área interditada pela Defesa Civil.

“Nós temos quatro blocos do Conjunto Jardim Acácia com risco iminente de tombamento, com uma via parcialmente interditada e com a aproximação do período chuvoso este risco é ampliado. Tomamos todas as providências para que estas famílias tenham prioridade no atendimento ao Termo de Acordo firmado entre os Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e a Braskem e solicitamos a demolição dos prédios para sanar o risco iminente”, disse o coordenador geral da Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos.


O plano de demolição controlada foi elaborado por um profissional de engenharia civil com mestrado em estrutura após avaliação dos impactos da demolição na área de instabilidade de solo.

Confira o cronograma de demolição:

7 de abril – bloco 8
14 de abril – bloco 15
22 de abril – bloco 7
30 de abril – bloco 9
5 de maio – previsão de conclusão do cronograma, com limpeza da área e retirada do isolamento
Interdição no trânsito
Para a demolição ser realizada, duas vias do bairro vão ser parcialmente interditadas: Rua Manoel Menezes, no trecho que vai do cruzamento com a Alameda São Benedito ao cruzamento com a Alameda Cônego Cavalcante de Oliveira; e a Alameda Cônego Cavalcante de Oliveira, no trecho que vai do cruzamento com a Rua Manoel Menezes ao cruzamento com a Rua Basileu de Meira Barbosa.

Comércio continua funcionando
Durante a demolição, o comércio no trecho que será interditado na Rua Manoel Menezes (supermercado Pilar e Farmácia do Trabalhador) continuam funcionando, afetando apenas o estacionamento dos estabelecimentos.

Órgãos que prestam serviços de energia, abastecimento de água e esgoto e gás também foram informados sobre a ação de demolição. A intenção é que estes serviços não sejam afetados durante o processo de demolição.

A demolição vai ser realizada por meio do termo de cooperação técnica 3, feito entre a Prefeitura e a Braskem. O acordo estabelece mútua cooperação em busca de soluções para os problemas causados pela atividade de mineração nos bairros de Maceió. A demolição vai ser feita por uma empresa de engenharia contratada pela Braskem.

A solicitação da demolição é da Defesa Civil e se baseia no processo da Prefeitura de Maceió 1100.112590/2019, que destaca, em parecer da Procuradoria Geral do Município, a responsabilidade da Administração Pública Municipal em sanar o problema.

“[Os prédios] estão em área de risco elevado, seus elementos estruturais passaram do limite de deformação, encontrando-se colapsados e sem suas funções, com grandes riscos de tombamento iminente, principalmente no que diz respeito às condições encontradas no solo por sua zona de fraturamento”, diz um trecho do documento.

De acordo com a Defesa Civil, os proprietários dos apartamentos afetados e que receberam Ajuda Humanitária foram comunicados sobre a demolição e estão recebendo da Defesa Civil uma declaração de instabilidade, com informações oficiais sobre a demolição. Os que ainda não tiveram acesso ao documento podem obter mais informações pelo número 0800 030 6205.

A demolição também foi comunicada às partes do termo de acordo entre os órgãos e Braskem, para que o atendimento às famílias no programa de compensação financeira seja agilizado.
Blocos desocupados
Os quatro blocos que vão ser demolidos estão desocupados desde janeiro de 2019, quando os moradores foram inseridos na Ajuda Humanitária do Governo Federal por causa das rachaduras nas edificações.

Após constatar a evolução das rachaduras nos prédios, a Defesa Civil de Maceió interditou os blocos no dia 11 de junho de 2019, iniciando o isolamento com alambrado para evitar a entrada de pessoas nos prédios e movimentação no entorno.


Em novembro de 2019, o Relatório de Análise Técnica avaliou o risco estrutural dos blocos e apontou que os elementos estruturais dos prédios passaram do estado limite de deformação e encontram-se colapsados e sem funções, com grandes riscos de tombamento iminente, principalmente no que diz respeito às condições encontradas no solo por sua zona de fraturamento.

O relatório levou a Defesa Civil Municipal a ampliar a área de isolamento dos prédios no dia 23 de novembro de 2019, passando a interditar parcialmente o trânsito na Rua Manoel Menezes.

De acordo com a Braskem, todos os imóveis nos quatro blocos que serão demolidos foram identificados pela equipe pela equipe de técnicos sociais da empresa para serem incluídos no Programa de Compensação Financeira. A maior parte dos moradores foi contactada para dar início à etapa de indenização, com base nas informações disponíveis no cadastro da Ajuda Humanitária.

Os moradores que ainda não foram contatados devem ligar para o número 0800 006 029.

A Central do Morador teve os atendimentos suspensos por causa do coronavírus, mas os moradores desse blocos são considerados prioritários.

 


Fonte: g1.globo.com

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