Os que caem, podem ser os que também sobem

Existem três tipos de políticos: os de cima, os de baixo e os que caem.

Tem gente que cai mesmo tendo nascido entre os de cima, e os que sobem pelos abortos ou descuidos em eleições. Exemplos existem aos milhares.

20/03/2020 por Por Raul Rodrigues
Até tu Brutus?!

É assim que a classe política seleciona a todos eles. Os que nascem na política, denominados os de cima, os debaixo, que escapam aos crivos da morte súbita, se elegem por descuidos dos que vêm de cima, e os que caem, por uso da soberba, do individualismo, do egocentrismo e do egoísmo, os maiores males da política.

E caem também pelo incomodo causado aos da classe de cima, que por contarem como hierarquia o tempo na política com o numero de mandatos, não aceitam desafios aos comandos da união dos que querem se perpetuar no poder. O poder é envolvente. Ninguém fica imune a ele. O tempo tira a casca, descobre e abre a cortina, retira a máscara, e, o povo então enxerga erros cometidos por escolher imagens e não o verdadeiro líder existente dentro de quem engana pela imagem do perfeito para prefeito. Ele até chega a enganar ao povo por certo tempo. Mas o mesmo tempo o desconstrói.

As armas utilizadas para se manter entre os de cima são as enxergadas pelo eleitor. “A defesa do povo, a defesa da causa, a defesa do coletivo, a defesa pela paz, e defesa pela igualdade”, e as não enxergadas, as ocultas, que fazem parte dos grandes acordos entre os de cima para que ninguém caia. Fora desses contextos, a força é uma das mais usadas. Força bruta imposta por armas de fato, os temidos, pela força da pressão por sobre os debaixo, pela astucia da enganação, mas sempre em comum acordo para que um não entre na seara do outro. As renovações são contidas pelos acordos de bastidores.

Outra forma de os debaixo que alcançam os de cima e por lá permanecerem é nunca demonstrar querer crescer junto a eles ou com eles. As vagas são seletivas, e isto significa uma ameaça futura. Derivan Thomaz pagou o preço de cometer tal erro. Ainda bem que ouviu a voz da sabedoria e desistiu. Venceu de novo, mas a custo de muito suor e pressão. O susto lhe foi professor.

E a pior delas é os debaixo pensarem que se igualaram aos de cima. Os de cima gostam do cheiro e da convenção de pensamentos dos entre eles, os de cima. Já os debaixo não passam de incômodas presenças que cheira mal e pensam pior ainda. Perder tempo a convencê-los a pensarem como iguais demanda mais tempo que para derrubá-los. Esses ganham um mandato só. Servem de espumas entre o sino e o badalo, porém sempre sazonal. Quatro anos e nada mais. São exemplos dos que irão perder em 2020. Foram usados, todavia não deram frutos mesmo com o “poder” junto a eles. Foram levados ao julgo popular por serem “bancada do governo” e por nada terem produzidos mesmo juntos ao podre poder. Eles não enxergaram as faces e fases do poder.

Política tem origem no sobrenome. Roma ditou esse legado desde sempre. Os que chegaram ao senado sem sobrenome eram Generais, entretanto, para cuidarem da segurança dos Imperadores e com e/ou como eles morreram. Estudem e façam o contraditório do descrito se puderem. 
 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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