O mela-mela está contido

Neópolis; de Capital do Frevo ao modismo das músicas sem noção!

Entendemos que novas opções devam existir, mas não onde a tradição se formou.

24/02/2020 por Por Raul Rodrigues
Bandas podem até se apresentar. Mas não no QG.

Como descrevi aqui em matéria anterior, fui à Capital do Frevo como sempre foi definida a cidade de Neópolis no vizinho estado de Sergipe. E as faixas já diziam: Neópolis, a Capital do Frevo!

Andei pelas principais ruas da cidade denominada de Capital do Frevo: dezenas de paredões entoando as músicas do modismo: sem noção alguma.

É descendo até o chão, subindo e quicando, letras que não representam nada. E o Frevo nada!

Subi e desci ladeiras, sim de carro, mas fiz tais percursos: e Frevo nada! Ou nada de Frevo.

O grande Bloco do Zé Pereira talvez não estivesse tão ilimitado quanto há décadas atrás. Muita gente não significa exatamente igual ou mais gente ainda.

E pela quantidade de pessoas espalhadas ou concentradas nas ruas ainda percorridas ou não percorridas pelo Zé Pereira somos capazes de concluir que alguma coisa está diferenciada.

Mantivemos contato com pessoas que n os conhecem ou não, até por estratégia no colher informações, percebemos o mesmo sentimento: Neópolis não é mais a mesma.

Descemos para o antigo Quartel General do Frevo, a Praça em frente aos Correios: ali próximo ao porto das lanchas. A constatação se confirmou: o palco armado era o mesmo ou das mesmas proporções. Já as músicas tocadas eletronicamente comprovaram o fato: Neópolis não é mais a Capital do Frevo!

E para completar ficamos sabendo que na arena da festa na parte da noite, também as músicas são as eletrônicas com os “sucessos do mundo sem noção”!  

Não somos contra as variedades musicais, mas Neópolis não pode cometer o erro das demais cidades que perderam as suas identidades carnavalescas.

Sem o Frevo de ontem o quem diferencia a cidade das demais no período das festas de Momo, o fluxo turístico acaba, a fama se descontrói e o esquecimento trará para Neópolis a marca do já teve, já foi e perdemos.

Não se deve mexer em fórmula que sempre deu certo.  
 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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