Reforma econômica

Guedes não abre mão de desonerar a mão de obra

A desoneração da folha é uma das principais propostas de Guedes para a retomada da economia e a criação de empregos no curto prazo.

13/09/2019 por Ribamar Oliveira e Lu Aiko Otta

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu ontem à equipe da Receita Federal que faça estudos para saber se é possível fazer a desoneração da folha de pagamento das empresas sem a criação de uma nova CPMF, que ele chama de Imposto sobre Transações Financeiras (ITR).

A desoneração da folha é uma das principais propostas de Guedes para a retomada da economia e a criação de empregos no curto prazo. A área econômica está convencida de que o melhor caminho para aumentar a oferta de empregos no Brasil é reduzir os encargos pagos pelos empresários na contratação de mão de obra.

Por isso, a criação do ITR integrava a proposta do governo para a reforma tributária, a ser encaminhada ao Congresso. Ele foi idealizado pelo ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra, demitido do cargo na quartafeira, e permitiria reduzir a alíquota da contribuição patronal ao INSS, hoje em 20%, para algo em torno de 13%.

Autor da proposta de reforma tributária que tramita na Câmara, encampada pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), o economista Bernard Appy afirmou que há solução. “Possível, é”, disse. “Há custos e benefícios, e essa é uma questão de escolha.”


Fonte: pressreader.com - Valor Econômico

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