Feminicídio gera protestos

Assassinatos de mulheres na África do Sul causam protestos

Manifestantes foram às ruas da Cidade do Cabo para exigir o fim da violência.

08/09/2019 por G1

Dois recentes feminicídios levaram milhares de manifestantes às ruas da Cidade do Cabo para exigir o fim da violência contra a mulher na África do Sul. Os protestos impuseram pressão no presidente sul-africano, que prometeu medidas para conter o problema no país (leia quais são as medidas mais adiante).

Um dos casos recentes foi a morte de Uyinene Mrwetyana, de 19 anos, que chocou a opinião pública sul-africana. A jovem foi estuprada e assassinada em uma agência de correio por um funcionário ao buscar uma correspondência, em 24 de agosto.

O assassino confessou o crime diante de um tribunal da Cidade do Cabo. Após estuprar a jovem, o homem bateu na vítima com uma balança até ela morrer e escondeu o corpo. Ele está detido.

Dias depois, a boxeadora Leighandre Jegels foi assassinada a tiros por um ex-namorado. Ela havia uma ordem de proteção contra o homem, um policial. A mãe da vítima também se feriu no ataque.

O assassino morreu em um acidente de carro enquanto ainda estava foragido da polícia. Ele chegou a ser preso e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Ambos os casos enfureceram sul-africanos e levaram milhares de mulheres a compartilharem nas redes sociais o medo de serem violentadas. Além disso, uma petição online reuniu mais de 400 mil assinaturas para pressionar o governo a tomar medidas contra o feminicídio e outras formas de violência contra a mulher.

De acordo com o grupo Africa Check, a África do Sul é o quarto país do mundo mais perigoso para mulheres. Segundo os ativistas, uma mulher é assassinada a cada três horas na África do Sul.


Fonte: Gazetaweb.com

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