Lei de quem pode mais.

A fuga das responsabilidades das autoridades nos assusta!

Os poderes estão medindo forças, por tentarem harmônicos, mas invasivos uns aos outros.

27/08/2019 por Por Raul Rodrigues
Prof Raul Rodrigues

Se reportar-me aos governos militares sou defensor da ditadura. Mesmo nunca tendo ditaduras nos últimos cem anos. Regime de exceção ou governo militar nunca foi ditadura. Ditaduras cujas maiores lideranças do contra governo chegaram ao senado da república, à câmara federal e à presidência da república nunca pode ser considerada ditadura.

Durante o regime militar as autoridades sabiam exatamente os limites das funções, e assim agiam em um piscar de olho. A Polícia prendia sem o tão imperioso mandado de prisão. O erro era o bastante como prova do flagrante delito. Hoje a prisão é ato de exceção. A Polícia presencia o fato e em não sendo aos olhos da Lei em flagrante delito, não se pode prender.

As autoridades de Conselhos que devem por missão evitarem as esdruxulas situações somente se desprendem das suas posições de recolhimento se provocadas por terceiros para que não lhes caibam acusações de perseguição, inveja, ou coisa que o valha, sendo mais cômodo permanecer em silêncio e sem tomada de posição contra os erros cometidos pelos membros do órgão. É quase um Ministério Público que somente se mexe quando pode transferir a responsabilidade da acusação para quem o provoca. Sem provocações o MP permanecerá qual coruja: só observando.

O parlamento somente sai para a trincheira quando legislando em causa própria. Enfrenta o executivo prejudicando a população em nome da impunidade quanto aos passos. A aliança biunívoca entre o parlamento e o judiciário é a certeza de um a proteger ao outro. Tudo isso em função da politização das indicações no judiciário, e a recíproca com os atalhos da Lei a proteger a ambos.

E do além Mar ou Oceano ainda veem as somas não compatíveis com os ganhos reais dos reais por lá depositados de Ministro da mais Alta Corte que finge punir a alguns, mas que na verdade é dito pelo senador Cajuru como “vendedor de sentenças”!

E na busca de se blindar totalmente pela relação não republicana entre poderes podres, os senhores deputados federais aprovam na calada da noite a Lei do Abuso de Autoridade para intimidar a quaisquer magistrados ao condenar ou mandar prender, ou até soltar a um inocente não faça parte da lista “dos amigos” de quem possa julgar ao outro magistrado. 

Não é o fim dos tempos, porém pode a vir a ser o fim dos tempos da democracia ameaçada pela ditadura dos senhores feudais do poder.


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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