Brasil

Governo estadual lança ação conjunta de ordenamento urbano na Lagoa e em parte do Leblon

Ao todo, 17 secretarias e órgãos vão coibir o comércio irregular e oferecer acolhimento à população em situação de rua

19/08/2019 por O Globo

Dezessete secretarias e órgãos públicos iniciam, na manhã desta segunda-feira, a Marcha pela Cidadania e Ordem. A operação começou por volta das 05h30. Cerca de vinte pessoas estavam dormindo no Jardim de Alah, em Ipanema, no momento da chegada das equipes. Enquanto assistentes sociais e psicólogos faziam o atendimento e convidavam as pessoas em situação de rua para um dos abrigos da prefeitura, homens da Comlurb recolhiam lixo, carrinhos de compras, ferros, cacos de vidros e outros pertences.

— Não lembro há quanto tempo moro na rua. Vim lá de Minas e trabalho com reciclagem — contava um homem à agentes da prefeitura que não tinha nem certidão de nascimento.

Quem aceitar abrigo será levado para um centro de triagem na Ilha do Governador e sem seguida encaminhado para um dos abrigos da prefeitura.

— Me parece ser o ponto de maior degradação da Zona Sul. Um teste da nossa marcha para vermos erros e acertos. Vamos começar nos pontos turísticos, depois vamos seguir para o resto da cidade — disse Cleiton Rodrigues,  secretário de Governo e relações institucionais.

A ação conjunta vai atuar oferecendo acolhimento à população em situação de rua e coibindo o comércio irregular, entre outras atividades de ordenamento urbano. A iniciativa, coordenada pela Secretaria estadual de Governo, é realizada na Lagoa e em parte do Leblon. O local tem trechos com visível abandono, como grades enferrujadas e pessos em situação de rua.

No início do mês a prefeitura divulgou a proposta para concessão do Jardim de Alah à iniciativa privada. Sem recursos, a ideia do município é que a iniciativa privada seja responsável pela retirada de grades, manutenção do espaço aberto ao público todos os dias, a instalação de pelo menos quatro câmeras de monitoramento bem como a contratação de segurança privada.

— Precisamos da ajuda da iniciativa privada e da sociedade para conseguirmos vagas em hoteis para essas ppessoas passarem a noite. Ninguém está na rua porque quer. Queremos dar uma oportunidade para essas pessoas — afirmou Rodrigues.

Em junho do ano passado, uma decisão da Justiça determinou que os réus, entre eles o município, adotem providências para proteger e recuperar o Jardim de Alah, que havia sido cedido para servir de canteiro de obras da Linha 4 do Metrô. A praça foi devolvida totalmente descaracterizada e depredada. A decisão respondeu a um recurso impetrado pelo Ministério Público numa ação cível movida contra o governo do estado, a concessionária Rio Barra, além da prefeitura e da RioTrilhos.

— Encontramos verdadeiras construções,  e para nosso espanto muitos moram aqui em frente na comunidade da Cruzada. Nossa marcha é para dar o direito de ir e vir do cidadão e dar uma oportunidade de saída para essas pessoas — disse Rodrigues que concluiu:

— A própria droga ja os consumiu. É dever do estado cuidar dessas pessoas. Vai acontecer todos os dias e queremos implementar 24h por dia.

 


Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br

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