Brasil

Falta remédios especializados nas farmácias do governo do Rio afetam oito mil pessoas

Oito mil e quinhentas pessoas aguardam regularização; Em 2019 foram ajuizadas 2.731 ações com pedidos para que o poder público forneça medicamentos e insumos

19/08/2019 por Felipe Grinberg e Paulo Cappelli

A disposição que a podóloga Georgiana Barbosa sempre teve para exercer a sua profissão vem sendo limitada por fortes dores nas articulações, sobretudo, nos dedos das mãos. Aos 38 anos, ela sofre de artrite reumatoide, doença inflamatória crônica que faz o sistema imunológico atacar células saudáveis. E, assim como pelo menos 8,5 mil pessoas no Rio, segundo dados do sistema da Superintendência de Assistência Farmacêutica do governo estadual, ela enfrenta dificuldades no tratamento devido à carência de medicamentos classificados como especializados — geralmente caros e indicados em casos de males crônicos e raros.

Uma portaria do Ministério da Saúde determina que esses remédios sejam fornecidos gratuitamente pelos estados. Desde 2018, Georgiana tenta, em vão, receber o seu, o Rituximabe, que pode custar até R$ 8 mil.

“Em novembro, a Secretaria estadual de Saúde me autorizou a obtê-lo. Desde então, sempre que vou à Rio Farmes me pedem para voltar no mês seguinte”

Precisa de um remédio de R$ 8 mil

Diante das deficiências no estoque do governo, cada vez mais doentes apelam ao Tribunal de Justiça para conseguir remédios — e não só os especializados. De janeiro a julho deste ano, foram ajuizadas 2.731 ações com pedidos para que o poder público forneça medicamentos e insumos. Em todo o ano de 2018, foram 2.942 solicitações. Mas nem sempre uma decisão favorável tem sido uma garantia para quem precisa.

— Em novembro, a Secretaria estadual de Saúde me autorizou a obtê-lo. Desde então, sempre que vou à Rio Farmes (farmácia de distribuição do estado, que fica no Centro do Rio) me pedem para voltar no mês seguinte — lamenta.


Fonte: https://oglobo.globo.com

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