Por ordem do TJ

Empresa suspende avaliações de imóveis atingidos por rachaduras em Maceió após STJ desbloquear recursos da Braskem

Suspensão dos trabalhos atende a uma orientação do TJ. MP e Defensoria trabalham para reverter a decisão da corte Federal.

13/08/2019 por Derek Gustavo

A empresa nomeada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) para realizar a vistoria de residências no Pinheiro, Mutange e Bebedouro, bairros de Maceió atingidos por rachaduras, suspendeu os trabalhos nesta terça-feira (13). O motivo é a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que desbloqueou R$ 3,6 bilhões da Braskem, que seriam utilizados para indenizações aos moradores. Ministério Público e Defensoria trabalham para reverter essa decisão.

Em comunicado enviado à imprensa, a Cotrim e Amaral Engenharia de Avaliações e Perícias Judiciais informa que os trabalhos foram suspensos por orientação do tribunal. A informação foi confirmada pela assessoria do TJ.

O engenheiro civil Claudio Amaral, um dos diretores da empresa, explica que já haviam sido realizadas vistorias em 3.600 imóveis, e mil laudos concluídos e entregues à Justiça.

“Vamos agora aguardar novas decisões para poder continuar o trabalho. Nossa equipe está a postos para isso”, afirma Amaral.

A Defensoria Pública e o MP se posicionaram sobre essa suspensão em nota conjunta, assinada pelo defensor público-geral do Estado, Ricardo Antunes Melro, e pelo procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça.

No texto, os órgãos lamentam a decisão do STJ e lembram que o judiciário alagoano havia decidido pelo bloqueio após analisar a ação ajuizada por ambos, relatando os danos causados à população daqueles bairros, com base no relatório do Serviço geológico do Brasil (CPRM), que apontava a relação direta entre as rachaduras e o trabalho de mineração da Braskem.

Os órgãos dizem ainda que trabalham para reverter a decisão do STJ e garantir as indenizações a todos os prejudicados.


Fonte: G1 AL

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