Seria precipitação opinar sobre o todo

Primeira fase da Audiência Pública sobre o Diploma Falso foi diferente da segunda.

A Audiência Pública ouviu ao povo; público alvo do golpe. Por isso teve a sua meta alcançada. Já o final da história ainda precisamos saber.

12/08/2019 por Por Raul Rodrigues
mesa diretora da Audiência Pública

Após assistir ao vídeo da primeira fase – parte da manhã – período em que esse redator não estava presente, pude perceber que as abordagens dos advogados, Dr. Mário Jorge e Dr. Jaelson, representado respectivamente alunas e alunos de Penedo, e Penedo e São Sebastião, estavam todas elas fundamentadas na mesma sequência traduzida na parte da tarde; Gedalias Pereira e o professor Ivanilson- corrigindo citação da primeira matéria – como grandes mentores do golpe, e a posteriores fatos, também sendo citado o terceiro nome, Carlos da Educação, como Coordenador das faculdades ofertadas por convênios do senhor Gedalias, depois por suas próprias faculdades conveniadas, e por fim, na fase da EAD de Carlos totalmente regularizada e autorizada pelo Ministério da Educação e Cultura – MEC – no que cercou todas as falas das alunas e alunos presentes.

Em segundo plano, podemos destacar a participação do advogado, Dr. Wesley, que falava em nome dos convênios celebrados entre Carlos da Educação e faculdades, até a EAD do ISEPRO. Até a apresentação dos fatos o advogado Dr. Wesley foi entendido pela mesa diretora da Audiência Pública, sofrendo depois com perguntas feitas pelo Procurador Geral de Justiça do Estado, o Promotor de Justiça, Dr. Alfredo Gaspar de Mendonça, que forma dura arguiu ao interlocutor das faculdades, sendo este substituído em apresentação pelo senhor José Duarte Santos Neto – Neto – que de forma técnica expôs sobre a documentação da faculdade ISEPRO de propriedade de Carlos da Educação, citando amparos legais de todas as autorizações do MEC para tal funcionamento, incluindo a discutida possibilidade de cursos de extensão de nível superior em que se baseou o representante da ISEPRO.

Passada tal exposição, as opiniões se dividiram entre o feedback da audiência: para os representantes do ISEPRO tendo contribuído para os esclarecimentos das suas práticas como sendo todas elas legais e apoiadas por resoluções e decisões até do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, que no caso da UVA e Unavida creditando estarem amparadas em parecer cujo contrato para implantação dos cursos de pedagogia em regime especial. Sobre o questionamento da UVA está cobrando mensalidade de cursos de graduação na Paraíba, defende a garantia constitucional de gratuidade do ensino público, prevista no artigo 206, inciso IV da Constituição Federal.

Como redator do CPA não seria nossa missão opinar em emblemático caso jurídico por não termos base de conhecimento cientifico nem apoio de juristas para concluirmos algo não pertencente à nossa orçada de conhecimento.

Salientamos tão somente que durante toda a Audiência Pública, na parte que assistimos solicitamos ao mentor da audiência que não abandone às alunas e alunos lesados pelo sistema frágil de um MEC omisso em fiscalizações, de uma porta aberta para o azar dos pobres sonhadores do Diploma de Graduação ante os tantos oportunistas que sugaram dos enganados alunos e alunas todos os sonhos imagináveis de quem não enganou a ninguém. Pelo contrário: foram enganados!


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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