Valor Econômico

Reforma é aprovada na Câmara

Governo liberou Emendas Parlamentares da ordem de R$ 1,13 bilhão, sendo R$ 177,9 para a saúde

11/07/2019 por Raphael Di Cunto, Vandson Lima e Marcelo Ribeiro

A Câmara dos Deputados aprovou ontem, por 379 votos a 131, o texto principal da reforma da Previdência, que prevê que os homens só poderão se aposentar com, no mínimo, 65 anos de idade e as mulheres, com 62. O texto também muda as alíquotas previdenciárias, reduz o valor de aposentadorias e pensões e restringe o pagamento do abono salarial. As alterações devem ter impacto fiscal de cerca de R$ 1 trilhão em dez anos e diminuir o elevado déficit do sistema.

O resultado foi comemorado por deputados e emocionou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), principal artífice da formação da maioria. A votação foi bem mais expressiva do que esperava o governo — 71 votos além do necessário. A sessão foi encerrada ontem pouco antes das 21h, após a rejeição do primeiro destaque, que abrandava as regras de aposentadoria dos professores. A votação dos outros 14 destaques será retomada hoje.

O governo liberou R$ 1,13 bilhão em emendas parlamentares na véspera da votação e ontem fez novo agrado aos parlamentares, com R$ 177,9 milhões destinados ao custeio de ações do Ministério da Saúde em suas bases eleitorais. Deputados ainda aguardam a liberação de recursos do Ministério da Educação, Agricultura, Cidadania e Desenvolvimento Regional. Enquanto aguardavam as liberações, deputados defendiam, nos bastidores, só votar o 2 turno da reforma em agosto.

A partir de emenda do Podemos, foi feito acordo para abrandar as regras de transição e garantir aposentadoria integral aos policiais federais, até mesmo àqueles que entraram depois de 2003 no serviço público e não tinham mais direito a esse benefício. Os policiais poderão se aposentar com 53 anos, se homens, e 52 anos, se mulheres, tendo que trabalhar 100% a mais do que faltava para se aposentarem por tempo de contribuição. As mudanças garantem aos policiais também a paridade (reajustes iguais aos da ativa) para todos os que entrarem até a promulgação da reforma. Nenhum outro servidor terá esse direito. A reforma terá que ser votada em 2 turno, antes de seguir para o Senado.


Fonte: pressreader.com - Valor Econômico

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