Wilson é IMORTAL da APLAC

Como se despedir de um IMORTAL se a vida é feita de começos e fins?

Aguardem imagens históricas de Penedo, e das ações desenvolvidas por Wilson e contemporâneos.

01/06/2019 por Por Raul Rodrigues
Wilson e sua maior realização literária

Na madrugada deste sábado, dia 1º de junho de 2019, por volta das três horas madrugada, Deus em sua infinita sabedoria mandava buscar para junto de si, Wilson José Lisboa Lucena, o Wilson do Banco do Brasil, que assumiu a carreira bancária na cidade de Pão de Açúcar-AL, depois de curto estágio na contabilidade da fábrica Peixoto&Gonçalves, na conhecida Vila Operária da Passagem.

Funcionário exemplar quanto aos critérios internos do Banco do Brasil, chegou a galgar o cargo de gerente geral em várias cidades do Nordeste, em Barreiras na Bahia, Junqueiro, Piaçabuçu, Olho D’água das Flores, Quebrangulo, União dos Palmares, São José da Lage, em Alagoas, e por último em Maceió. Como ninguém é perfeito, Wilson teve as falhas atinentes ao ser humano, mas não como funcionário em exercício de função. Atualmente estava aposentado e morando em Maceió.

Como filho foi um protótipo do que o seu pai, Wilson Lisboa Lucena, contador emérito da velha Penedo, desejaria ter. Incluindo a marca indelével de bom apreciador das bebidas permitidas pelas regras sociais. Talvez tenha exagerado no apetite da dosimetria, mas ninguém é exatamente do jeito que os outros querem. Contudo, as suas virtudes foram sempre superiores aos ditames sociais, muito apropriadamente pelos exemplos de quem criticar também ter defeitos.

Wilson José Lisboa Lucena foi um marido aos moldes da sua época, fazendo com que a sua companheira fosse por décadas protegida pelo seu jeito de comandar os destinos da sua casa – lar – permitindo-lhe exercer a função de mãe e esposa, o que de certa forma não preparou a minha irmã, Eliane para um baque tão forte quanto o do seu desaparecimento precoce. Mas amor não lhe faltou de marido, amigo, companheiro e pai cuidadoso para com os seus filhos, Wiliams e Rommel, com o seu tratamento imortal de “companheiro”!

Na qualidade de irmão, quase que assumiu a vaga deixada pelo seu genitor no que tange cuidar dos seus irmãos e irmãs. A nenhum deles ou delas foi ou será facultada a marca do abandono. Wilson sempre amparou a todos.

Como amigo, devemos aqui transcrever as suas últimas palavras em casa de sua propriedade na Praia do Peba: “Walmy é o meu maior irmão não consanguíneo, meu referencial de vida, meu espelho em notas na vida escolar e imagem de funcionário do BB a seguir”! “Nem sempre fui fiel nas qualidades do mestre Walmy”! Risos. 

Como ser humano um exemplo de quem desprendido de bens materiais, nunca deixou de ajudar aos que o procuraram. Como escritor, uma das suas vertentes do IMORTAL, deixa a obra literária de caleidoscópica memória, os exemplares sobre as bandas de Música de Alagoas. 

Assim se vai o inesquecível grande cunhado, Wilson José Lisboa Lucena! Um guerreiro a se juntar a Mabel Rodrigues Delgado dentre os que já se foram.    
 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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