irregularidades na Policlínica

CRM-PB encontra irregularidades na Policlínica Municipal do Conde

Conselho deu dez dias para prefeitura apresentar a escala dos médicos que trabalham e indicar quem é o responsável técnico da unidade de saúde.

16/05/2019 por Por G1 PB

O Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) encontrou irregularidades na Políclínica Municipal do Conde, no Litoral Sul da Paraíba, durante uma fiscalização nesta quarta-feira (15). As equipes estiveram no local após receberem uma denúncia sobre a morte de um idoso.

A unidade de saúde é a maior do Conde e funciona 24h por dia, de acordo com o CRM. A fiscalização constatou que o atendimento oferecido à população não está sendo feito da forma correta.

Durante a fiscalização do CRM, as equipes constataram que a policlínica possui material mínimo para fazer o atendimento básico à população e não faz internações, encaminhando muitos casos para João Pessoa. Além disso, apenas um médico atendias dezenas de moradores quando as equipes chegaram no local e a unidade de saúde também estava sem um responsável técnico, que é, segundo o CRM, irregular.

O CRM deu dez dias para a prefeitura apresentar a escala dos médicos que trabalham e indicar quem é o responsável técnico.

Conforme o diretor do CRM, João Alberto, a fiscalização começou após uma denúncia do Samu, informara que era a segunda vez que as equipes iam até a unidade de saúde e estava faltando médico. Nesta quarta-feira, um idoso morreu. A suspeita é de infarto fulminante. Quando o CRM chegou no local, constatou que existia uma escala, mas que não tinha médico no local há 12h.

Por conta disso, o Departamento de Fiscalização do CRM vai encaminhar os resultados da fiscalização para a Procuradoria do Conselho, que deve instaurar uma sindicância e fazer a investigação devida.

De acordo com a secretaria de saúde do Conde, as recomendações do CRM serão atendidas. Além disso, esclareceu que a equipe do Pronto Atendimento de Conde atendeu, na tarde da quarta-feira, um paciente de 61 anos de idade, que chegou à unidade com quadro de parada cardiorrespiratória aguda. "Todos os procedimentos possíveis foram realizados para garantir a saúde do usuário, sob a orientação telefônica do médico regulador da base do Samu, enquanto a Unidade de Suporte Avançado, composta por médico, se deslocava até o Conde", disse em nota.


Fonte: https://g1.globo.com

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