Empresa encrencada

Grupo holandês suspende compra da Braskem por causa do Pinheiro

Enquanto empresa não resolver problemas com bairros afetados, quem vai comprar?

14/05/2019 por Ricardo Mota

Não há de ser novidade para ninguém, até pelos últimos acontecimentos, mas a venda da Braskem para o grupo holandês LyondellBasell travou.

O motivo mais relevante, por óbvio, é o problema enfrentado pela empresa em Maceió, após a divulgação do laudo da CPRM, que aponta a responsabilidade da mineração nas alterações observadas no bairro do Pinheiro (mas não só), principalmente.

Segundo o Valor, em reportagem assinada pelas jornalistas Graziella Valenti e Stella Fontes, o negócio já estava praticamente fechado, com um consenso entre as partes, mas o novo cenário, a partir da divulgação do laudo da CPRM, levou a mineradora holandesa – que está prestes a se tornar a maior empresa do setor no mundo – a suspender o fechamento da aquisição da Braskem, por equanto.

As conversas entre as partes tiveram início em fevereiro do ano passado e vinham evoluindo muito bem. É verdade que a Braskem, segundo a reportagem, vem caindo de preço na B3 (a bolsa de valores oficial do Brasil).

A Braskem fechou ontem valendo menos de R$ 30 bilhões, diz a reportagem. Quando do início da negociação dom a Lyondel, a empresa era avaliada entre R$ 36 bilhões e R$ 39 bilhões, e chegou a R$ 48 bilhões em setembro do ano passado.

Há outros problemas que “impedem” o fechamento do negócio, inclusive com o entrave na Bolsa de Nova Iorque, mas a questão ficou menor diante dos acontecimentos envolvendo a Braskem em Alagoas.

Embora a LyondellBasell não tenha desistido do negócio – nem tenha sinalizado neste sentido –, o grupo holandês quer saber o tamanho do problema e os custos da solução.  Antes disso, afirma a reportagem, não haverá negócio.

Ou seja: quanto mais rápida a solução, melhor para o grupo Odebrecht, que detém o controle acionário da Braskem (e tem todo o interesse de vender a empresa).

Se, de fato, há vontade e buscar um acordo, que se apresente ao TJ algo que, de fato, atenda os interesses dos milhares de alagoanos prejudicados.


Fonte: tnh1

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