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No embalo da cúmbia, Yony conquista torcida do Fluminense e sonha com título e Copa América

Com início artilheiro na primeira experiência internacional, atacante fala sobre adaptação ao Rio de Janeiro, revela meta de gols e elogia o técnico Fernando Diniz: "Gosta de jogar futebol"

15/04/2019 por Por Thayuan Leiras — Rio de Janeiro

Quem vê Yony González não pensa que o atacante tem apenas três meses de Fluminense. Muito menos que o colombiano, aos 24 anos, está na primeira experiência internacional da carreira. Com gols, carisma e muitos passos ao ritmo da cúmbia, o gringo conquistou rapidamente a torcida tricolor e se destaca no início de temporada do futebol carioca.

Yony foi apresentado pelo Flu em 11 de janeiro. Desde então, fez 19 jogos e oito gols. O colombiano é o estrangeiro que mais marcou neste início de ano do futebol brasileiro. Em três meses, ele está perto de bater o melhor temporada da carreira, quando anotou 11, mas a meta para o 2019 é mais ousada.

- A mentalidade é fazer bem as coisas no Fluminense, fazer a diferença e dar o melhor. Comecei com gols, o que dá muita confiança. Falei com o professor que queria terminar a temporada com, no mínimo, 20 gols. Já fiz oito, e agora vem o Brasileiro, com partidas importantes. Vou me dedicar a cada treino para aproveitar as chances nos jogos - disse.

"Era um sonho que eu tinha, jogar no estrangeiro. Estou vivendo e tentando dar o melhor para o Fluminense e para os meus companheiros".

Yony garante que já se sente em casa no Rio de Janeiro. O colombiano conseguiu escapar do sofrimento da adaptação e correspondeu rápido neste início de temporada. Os gols ajudaram, mas foi o estilo alegre que amaciou o vestiário e conquistou rapidamente as arquibancadas.

- No primeiro jogo, já senti o apoio. Quando você sente isso, quer fazer o melhor para deixar o torcedor feliz. Tento entrar no campo e deixar até a última gota de suor, como dizemos na Colômbia. Eles podem sempre esperar entrega e garra dentro de campo. Além de gols.

Com oito gols, Yony lidera a lista de gringos artilheiros no Brasil. Derlis González e Carlos Sánchez, do Santos, dividem o segundo posto, com sete.

O início promissor faz o gringo sonhar alto na temporada. Além de gols, o atacante tem como meta conquistar um título pelo Fluminense e ser convocado para a seleção colombiana em 2019. O grande motivador é a Copa América deste ano, que será disputada no Brasil.

- É sempre um sonho representar o meu país. Quero jogar a Copa América, mas sei que é difícil. Estou concorrendo com grandes jogadores e preciso fazer a diferença. Tenho pouco tempo para provar isso.

"Com a chegada ao Fluminense, fiquei mais perto da seleção. Com as boas partidas que estou fazendo, fico mais próximo de realizar esse sonho que eu tenho, que é representar a seleção do meu país".

Confira mais do bate-papo com Yony:

O que o torcedor do Fluminense pode esperar da temporada?

A gente fala entre a gente que é importante conquistar um título nesse ano. O ano passado do Fluminense não foi bom. Nesse ano, com o início de Diniz, seria importante. Teremos uma partida importante pela Copa do Brasil (contra o Santa Cruz) e temos que tentar. Enfrentaremos uma equipe forte, de tradição, e vamos fazer o possível para ganhar.

O técnico Diniz é muito falado no Brasil pelo estilo "diferente", ousado. O que acha disso?

Diniz é um treinador que cobra muita movimentação, dá treinos muito intensos. Tem um estilo diferente, tanto que o Fluminense mudou o seu estilo de jogo em relação ao ano passado. Estamos fazendo boas partidas, a equipe está com confiança. No Brasileiro, encontrarão um Fluminense diferente, que gostar de ter a bola e jogar futebol. Gosto do estilo do professor, gosto de jogar o bom futebol e fazer gols. Isso é o importante.

Suas funções em campo mudaram muito com ele?

O Diniz me ajudou muito na movimentação. No Barranquilla, não me movimentava muito. Com Diniz, preciso me mexer muito. Ele fala para eu deixar tudo no campo, confia muito em mim, foi quem me trouxe da Colômbia. Busco retribuir essa confiança.

A torcida curtiu as danças de cúmbia, mas e os ritmos brasileiros, gosta de algum?

No primeiro jogo, tocou uma música que descobri depois que chamam de funk. Gostei muito porque se parece com o que toca na Colômbia. Gosto muito do ritmo, mas não entendo nada que falam na canção. Ainda prefiro a música colombiana, mas passei a gostar do funk.

O que mais conhece do Brasil?

Tive a oportunidade de jogar várias partidas contra times do Brasil. Joguei, por exemplo, na Sul-Americana contra o Flamengo. Na Colômbia, via muitos jogos do Brasil. Quando meu representante falou da oportunidade de jogar no Fluminense, gostei muito porque é uma liga atrativa, era a chance de desenvolver o meu futebol.

Como está a adaptação ao Rio de Janeiro?

O Rio é parecido com a Colômbia e com a minha cidade, Medellín. O clima é parecido, o que muda é o idioma. A minha família também está gostando do Rio, isso me deixa feliz, posso trabalhar tranquilo. Sou uma pessoa muito alegre, cheguei e conversei com todos.

Suas funções em campo mudaram muito com ele?

O Diniz me ajudou muito na movimentação. No Barranquilla, não me movimentava muito. Com Diniz, preciso me mexer muito. Ele fala para eu deixar tudo no campo, confia muito em mim, foi quem me trouxe da Colômbia. Busco retribuir essa confiança.

A torcida curtiu as danças de cúmbia, mas e os ritmos brasileiros, gosta de algum?

No primeiro jogo, tocou uma música que descobri depois que chamam de funk. Gostei muito porque se parece com o que toca na Colômbia. Gosto muito do ritmo, mas não entendo nada que falam na canção. Ainda prefiro a música colombiana, mas passei a gostar do funk.

O que mais conhece do Brasil?

Tive a oportunidade de jogar várias partidas contra times do Brasil. Joguei, por exemplo, na Sul-Americana contra o Flamengo. Na Colômbia, via muitos jogos do Brasil. Quando meu representante falou da oportunidade de jogar no Fluminense, gostei muito porque é uma liga atrativa, era a chance de desenvolver o meu futebol.

Como está a adaptação ao Rio de Janeiro?

O Rio é parecido com a Colômbia e com a minha cidade, Medellín. O clima é parecido, o que muda é o idioma. A minha família também está gostando do Rio, isso me deixa feliz, posso trabalhar tranquilo. Sou uma pessoa muito alegre, cheguei e conversei com todos.


Fonte: https://globoesporte.globo.com

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