Policial

Falha mecânica é apontada por especialista como causa do acidente que matou piloto de um avião

A aeronave caiu no bairro Caiçara, na Região Noroeste da cidade, neste sábado (13). Francisco Fabiano Gontijo teve o corpo carbonizado.

15/04/2019 por Por Bom Dia Minas — Belo Horizonte

O avião que caiu no bairro Caiçara, na Região Noroeste de Belo Horizonte, neste sábado (13), matando o piloto Francisco Fabiano Gontijo, pode ter sofrido uma falha mecânica e uma queda de potência, segundo o piloto e especialista em segurança de voo pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Sérgio Luis Mourão.

“As informações são nesse sentido. É uma situação em que a aeronave está particularmente muito vulnerável porque é baixa altura, baixa velocidade. O piloto diante de uma falha mecânica não tem muito o que fazer. A investigação ainda está em uma fase embrionária, bem preliminar, mas as informações são nesse sentido, que houve uma falha mecânica e o colega, infelizmente, não teve êxito em fazer o pouso”.

Francisco Fabiano Gontijo, de 47 anos, foi identificado pelo Instituto Médico Legal (IML) através de exames de impressão digital e arcada dentária.

De acordo com a polícia, ele teve 95% do corpo carbonizado. A Rua Minerva, onde houve a queda do avião, passou por perícia do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), neste domingo (14).

A aeronave foi recolhida e técnicos da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) trabalhavam para reestabelecer a energia em 14 residências que ficaram sem luz desde o acidente.

A ação do Cenipa, segundo a FAB, tem o objetivo “de prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram”. A cena foi fotografada, partes da aeronave foram levadas para análise, documentos e relatos foram recolhidos pelos profissionais do centro de investigação.

Francisco Fabiano Gontijo era o dono da aeronave e amigos já haviam dito que era ele quem pilotava o avião no momento do acidente. De acordo com o Corpo de Bombeiros, testemunhas relataram explosões após a queda. A aeronave – um monomotor modelo Socata ST-10, matrícula PT-DME – foi destruída pelo fogo. As chamas e a fumaça puderam ser vistas de longe.

De acordo com Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o avião havia decolado, por volta das 15h15, do Aeroporto Carlos Prates, também na Região Noroeste. Pelo registro de voo, o pouso seria feito no mesmo local.

Na consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), consta que a aeronave é de 1971 e está com o certificado de aeronavegabilidade suspenso.

“Por ser fabricada em 1971, isso não torna a aeronave perigosa. A aeronave é uma questão de operação e manutenção. Se ela estiver bem mantida e bem operada, é uma aeronave segura”, disse o especialista.

O G1 aguarda um posicionamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).


Fonte: https://g1.globo.com

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