Política

Israel critica Bolsonaro.

14/04/2019 por Redação

Na primeira página, O Globo repercute outro problema criado pelo presidente e destaca as declarações do ministro Paulo Guedes (Economia) após a decisão do Bolsonaro de intervir no reajuste de preços do diesel na Petrobras. Em Washington, o ministro afirmou que o presidente já reconheceu que não entende de economia e enfatizou que uma conversa conserta tudo. "Se ele eventualmente fizer alguma coisa que não seja muito razoável, eu tenho certeza de que nós conseguimos consertar. Uma conversa conserta tudo", afirmou Paulo Guedes. Segundo O Globo, a equipe econômica ainda não se reuniu para decidir o que fazer: garantir a saúde financeira da Petrobras ou evitar atritos e uma eventual paralisação dos caminhoneiros.

O Estadão também dá ênfase às declarações dadas no Twiter pelo presidente de Israel, Reuven Rivlin, que rebateu a fala de Bolsonaro sobre o holocausto. Durante reunião na quinta-feira (11) com pastores evangélicos, Bolsonaro disse: "nós podemos perdoar. Mas não podemos esquecer". Sem mencionar o nome do presidente brasileiro, o líder israelense escreveu em seu Twitter: "nunca vamos perdoar e nunca vamos esquecer".

Também no Twitter, Reuven Rivlin afirmou que líderes políticos e historiadores não devem entrar um no território do outro. "Líderes políticos são responsáveis por moldar o futuro. Historiadores descrevem o passado e pesquisam o que aconteceu. Um não deve entrar no território do outro”, enfatizou.

A Folha de S.Paulo dá destaque à deputada federal Alê Silva (PSL-MG), que prestou depoimento à Polícia Federal para tratar da existência de um esquema de candidaturas laranjas no PSL de Minas Gerais. Assim como outras candidatas do partido, a deputada envolveu o nome do ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) no caso e revelou ter sido ameaçada por um aliado do político para que ela parasse de buscar informações sobre o esquema.

Segundo o matutino, Alê Silva é a primeira congressista a falar sobre o esquema de candidatas laranjas no PSL de Minas. Em entrevista à Folha, a deputada explicou que soube do esquema após as eleições por meio de relato de políticos do PSL e dos dados da prestação de contas de algumas candidatas consideradas laranjas do partido.

Para Alê Silva, Bolsonaro não está envolvido no esquema. "Não acredito em envolvimento do Bolsonaro em tudo isso. Acredito que ele foi tão vítima como eu. Foi e está sendo tão vítima como eu por ter acreditado na pessoa errada", afirmou a parlamentar. O ministro do Turismo nega todas as acusações e, por meio de sua assessoria, destacou que Alê Silva move uma campanha difamatória contra ele por causa de uma disputa de poder pelo comando de diretórios regionais do PSL de Minas. "Deputada relata ameaça de ministro ligado a laranjas", sublinha a manchete da Folha.

O Globo também divulga dados da prefeitura do Rio mostrando que 14.204 moradias ainda estão localizadas em 218 áreas de risco, sob risco permanente de desabamentos e problemas por ocupação irregular. Segundo o matutino carioca, a atuação da prefeitura para remover famílias de locais e realizar obras para conter encostas tem sido insatisfatória, o que resultou em nove tragédias nos últimos 53 anos.

O Globo lembra que, seis dias antes do soterramento que deixou três vítimas na parte alta do Morro da Babilônia, no Leme, o Ministério Público tinha conseguido na Justiça uma ordem para que o prefeito Marcelo Crivella cadastrasse 85 famílias que precisavam ser realocadas ou indenizadas. O matutino aponta que o crescimento desordenado também tem deixado "vidas por um fio" e trata do desabamento de dois prédios na Muzema na última semana que deixou 7 mortos.

Apesar de a geografia do Rio de Janeiro contribuir para a possibilidade das tragédias, um estudo do município carioca afirma que o número de acidentes por causas naturais tem diminuído, enquanto acidentes pela ocupação irregular têm aumentado. "Rio à beira do abismo", informa a manchete do Globo.

Na sua manchete, o Estadão divulga pesquisa do Instituto Ipsos sobre a polarização política no Brasil e enfatiza que o radicalismo envolvendo discussões político-partidárias supera a média de 27 países no mundo. Segundo a pesquisa, 32% dos brasileiros acham que não vale a pena conversar com pessoas que têm visões políticas diferentes das suas. A porcentagem só é menor que a da Índia e da África do Sul.

Além disso, 40% dos entrevistados disse que se sente mais à vontade junto com pessoas que possuem pensamentos políticos similares e 31% acham que quem tem a visão política diferentes não ligam de verdade para o futuro do Brasil. O Estadão cita exemplos de pessoas que tiveram atritos em suas relações familiares nas últimas eleições por divergências de pensamentos. Em um dos casos, mãe e filha não se vêem há um ano por um rompimento gerado por diferenças políticas. "Polarização política no Brasil supera média de 27 países", diz o título principal do Estadão.


Fonte: https://g1.globo.com

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