As velhas águas barrentas

São Francisco “barreado” lembra grandes enchentes.

Mudança de visual relembra velhos tempos.

07/04/2019 por Por Raul Rodrigues

As águas do velho rio São Francisco no momento barreadas trazem de volta as memórias de quem o viu nas décadas passadas quando das grandes enchentes que faziam se andar pelo Bairro Vermelho de canoa por entre a Rua do Pescador e adjacências, ou por ruas alagadas do Centro Comercial do Pavilhão da Farinha, Mercado Público, Rua São Miguel, e até em frente da igreja do São Gonçalo Garcia. 

A alegria de um pescador ao fisgar uma piranha mostra a distância entre o passado não tão recente e os bons tempos de pescaria que sustentava a família com farta mistura, o peixe, além de lhe permitir vender o pescado dando-lhe condições econômicas de barganhar os demais viveres do lar e sustentos adicionais.

O rio amarelado e repleto de baronesas, plantas aquáticas típicas das grandes cheias, trazem aos jovens de hoje uma vaga ideia de como viviam os moradores da velha Penedo sem a fome presente nas esquinas por meio de pedintes ou moradores de rua.

Mesmo que isto custe mais demandas para o SAAE tratar as águas de abastecimento da população, não é todo ruim ver o rio da Unidade Nacional arrastar o limo fertilizante das margens há décadas intocadas, rasgar canais antes fechados e rasos, e permitir o aparecimento de peixes quase extintos por força do controle pelo homem das águas da natureza.
 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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