Hoje o progresso é de alguns.

Em todo o mundo o progresso veio com a escravidão. Em Penedo não foi diferente.

Alguns conseguiram se libertar das obrigações políticas. Mas os salários os obrigam a outras coisas.

01/04/2019 por Por Raul Rodrigues
Porto de Penedo

O Mundo desde sempre foi movido pelas mãos escravas. Seja no Primeiro Mundo da atualidade quando do seu passado dominado por reis, Imperadores ou Faraós, momento depois dissipado pela criação das abolições em substituição pelos trabalhadores modernos, há milênios, ou há poucos séculos nos países mais novos.

Penedo, em se tratando de uma das cidades mais antigas do Brasil, também teve seu áureo empo da escravidão. Se assim não fosse não teríamos o casario secular de andares construídos em pedra sabão – também conhecida como pedra mole – com rejuntes de cal e óleo de baleia, com entre partes em troncos de Braúna, madeira de maior rigidez e durabilidade, e com cujas provas podem ser encontradas nos antigos sobrados ainda em pé, ou demolidos por conta dos riscos de acidentes.

Algumas provas estão registradas no Porto da cidade com quase quatrocentos anos de existência entre os distintos momentos da sua fundação aos dias atuais, vila e cidade, por meio das parcas imagens que restam a nos mostrar tais momentos.

Quando da maior evolução, décadas de 20/30/40/50, a cidade construída por sobre os rochedos às margens do caudaloso São Francisco, fez correr um grande comercio entre o trecho navegável do baixo São Francisco, Penedo/Piranhas, transformando-se no entreposto do desenvolvimento entre o Sertão e a mais progressista cidade da região.

Hoje sem escravos e sem grandes desenvolvimentos sobrevive por meio dos funcionários públicos federais, estaduais e municipais que se juntam a um gripo de aposentados a assistir a quase uma da escravidão com servidores explorados com pequenos salários e obrigações políticas de votos.

A liberdade da abolição chegou, mas ainda deixa marcas na recente sofrível Penedo.
 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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