Whatsapp de final de semana é desgastante

Porque nossa memória já não suporta tanta carga de dados e vivemos no limite do estresse?

Recebemos por dia mais informações que em meses de décadas atrás.

30/03/2019 por Por Raul Rodrigues

É claro que nossa memória – cérebro – tem limites. E nas décadas passadas nossa carga de informações nas escolas e dados estatísticos do empirismo, eram numericamente bastante inferior. Hoje as novas tecnologias, as redes de televisão, computadores e os telefones celulares – outros computadores – nos enchem de milhões de informações necearias ou não. Mas nos enchem.

O mundo globalizado, a economia competitiva as cobranças familiares – nem sempre pelas vias diretas ou das nossas mentes também afetadas – nos leva a valores imperiosamente acima da nossa capacidade normal de absorção sem desgastes. Não vivemos mais as coisas normais, mas sim os desafios – transversais – que se misturam – dentro das nossas vidas. O melhor custe o que custar. É a lei da silva de pedra. Trabalhamos mais depois de aposentados para mantermos um padrão de excelência para nossas famílias ou nos frustramos ante aos avanços da economia voraz do consumo.

Nossa memória que era naturalmente descarregada a cada final de semana com lazer de praia, um clube social, uma viagem ao campo – visita a sítios do derredor das cidades – virou encontros de amigos que somente falam sobre a semana infernal de trabalho e de como superarmos a próxima semana com mais sucesso ainda.

As mensagens que antes levavam meses para nos chegarem a décadas atrás, nos chegam a cada segundo. O Whatsapp nos leva a mundos distantes em milésimos de segundos. Nossa memória ainda é a mesma dos séculos passados. Albert Eisenstein deixou-nos o legado somente termos utilizado 10% da nossa inteligência total. Mas não nos falou sobre a memória. Inteligência é a capacidade em desenvolvermos raciocínios lógicos matemáticos ou linguísticos, mas não de guardarmos dados quais arquivos de escritório.

Nosso estresse atual é fruto de uma gama de informações excessivas que nem sempre são edificantes. As notícias ruins que não constroem nada nos chegam aos milhares ocupando memória instigando o estresse final.


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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