Saúde tem peso incomensurável

Alexandre Ayres já sente nos ombros o peso da Secretaria de Saúde

Todas as famílias do estado tem alguém doente. Logo, é o estado nas costas.

15/03/2019 por Ricardo Mota

Cordialidade e boa vontade são qualidades fundamentais para um gestor público.

Já está evidente, para quem o conhece minimamente, que o novo secretário da Saúde, Alexandre Ayres, possui esses predicados.

O que é muito bom, mas não resolve a imensa crise na área.

No seu primeiro encontro oficial com a direção dos hospitais – e reitoria – da Uncisal, Ayres sentiu o peso da pasta que ocupa há pouco tempo e já deve saber, também, que não tem as condições necessárias para solucionar o problema do desabastecimento e o pagamento da dívida da secretaria para com essas unidades.

Agora, o Sindicato dos Médicos assumiu a defesa das instituições e dos profissionais da Saúde nessas unidades públicas. Diz o presidente da entidade: “Falta tudo, até fio de sutura”.

Marcos Holanda, que é cirurgião do HGE, não poupa críticas à situação calamitosa: “Nós atendemos emergência. Como fazer diante da necessidade de uma cirurgia, por exemplo? O corte cirúrgico vai ficar aberto? Lidar com vidas é coisa séria e exige soluções urgentes”.

Como já disse reiteradas vezes a Defensoria Pública, os hospitais ligados à Uncisal são de responsabilidade do governo do Estado (leia-se Secretaria de Saúde).

Por enquanto, até por não saber o tamanho do buraco em que se meteu, Ayres tem se isolado no seu gabinete na Sesau.

Os credores, está claro, já batem à porta fazendo barulho.

A ele, mais uma vez, desejo boa sorte.


Fonte: tnh1

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