Machado foi um sonhador de uma Penedo melhor

Quando um velho coração se convence que o tempo destore sonhos.

Todos os fundadores do SEMEP têm seus méritos. Machado o de ser o último dos Moicanos.

31/01/2019 por Por Raul Rodrigues

Somos crianças, depois adolescentes, depois jovens sonhadores, e por fim adultos profissionais que pensam saber o que construir. E aí vem o tempo e nos prova que somos meros passageiros de um trem que não para e que não nos permite voltar à estação anterior. Somente vemos onde saltamos quando o próprio tempo nos faz parar.

Dr. Machado e Drª. Zaita, ambos, médicos e profissionais de alto gabarito, com capacidades para se instalarem em qualquer lugar do Brasil, preferiram e escolheram Penedo para se realizarem profissionalmente. E assim o fizeram. Escolheram Penedo!

Cresceram a cada dia de trabalho, fizeram das suas atividades um sacerdócio depois da implantação do SEMEP – Serviços Médicos de Penedo – juntamente com outros sonhadores da área da saúde, sendo Machado e Zaíta os que apostaram no prolongar do hospital em que se transformou o prédio com todas as qualificações para o pleno funcionamento de um hospital em Penedo. Profissionais médicos também se instalaram ali para dividir a carga horaria de múltiplos plantões, incluindo lavanderia e centro cirúrgico, enfermaria e consultórios para o pleno atendimento.

Foram décadas de dedicação e amor à profissão. Foram partos de chegadas de novos seres humanos, um único parto do doutro Machado após ser vencido pelo tempo de convencimento de que os seus filhos, também médicos, não mais retornariam para Penedo depois de formados e preparados para o exercício da medicina em São Paulo. O mundo da cidade grande cria um novo mundo para os novos profissionais.

Decidido, doutor Machado, último dos moicanos do SEMEP resolve então vender o seu sonho de profissional e de pai, e ante ao mundo real deixa o seu semblante em frente ao seu filho material, o muro do SEMEP, deixando para trás milhares de horas de felicidades ao atender e outras tantas milhares de horas angustias pelo não entendimento de que aquele hospital não deveria fechar.

E o final foi o mesmo. Quem o comprou, também o fechou. E só quem perdeu foi Penedo.


Fonte: correiodoppovo-al.com.br

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