PARA PACIENTES COM DOENÇAS GRAVES

Remédios mais caros estão em falta em farmácias de SP

Remédios de alto custo estão em falta na rede estadual

12/01/2019 por Tatiana Cavalcanti e Aline Mazzo

Medicamentos de alto custo para pacientes com doenças crônicas e graves, como fibrose cística e esclerose múltipla, estão em falta nas farmácias de alto custo do estado de São Paulo, sob gestão João Doria (PSDB). Pacientes relatam falta desde novembro. Sem os remédios, as doença se agravam.

Segundo o presidente da Apam (Associação Paulista de Assistência à Mucoviscidose), que representa 1.200 pacientes com fibrose cística, Jether Cardoso, 16 dos 35 medicamentos fornecidos pelo governo estão em falta. A entidade recebe levantamentos semanais da Secretaria de Estado da Saúde sobre a disponibilidade dos remédios, com previsão de quando a medicação deve ser entregue. Há antibióticos, como a tobramicina, que só estarão disponíveis na segunda quinzena de fevereiro, segundo previsão.

A doença afeta, principalmente, pulmão, fígado e pâncreas. "O paciente com fibrose cística precisa tomar antibióticos continuamente para conter infecções. Sem o remédio, a quantidade de bactérias aumenta e a pessoa precisa ser hospitalizada por semanas. Tratamento mensal custa cerca de R$ 15 mil.

Resposta

A gestão João Doria (PSDB) afirma que os medicamentos fingolimode e alfadornase, distribuídos pelo Ministério da Saúde, estão com a entrega atrasada. A perspectiva é tê-los na segunda quinzena deste mês. Os demais remédios, diz, estão disponíveis ou em processo de aquisição.

O Hospital das Clínicas diz que o sertralina está disponível, o lizenolida em processo de compra e o ranitidina já foi adquirido e está aguardando a entrega.

O Ministério diz que houve problemas com o fabricante, e o estado recebeu ontem 32.452 cápsulas de remédios.


Fonte: agora.uol.com.br

Tags: remédios de alto custo estão em falta na rede estadual