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Treinos longos, foco na posse de bola e muita conversa: a primeira semana de Diniz no Fluminense

Conhecido por método de treinamento e estilo de jogo diferenciados, treinador tem tido boa receptividade dos jogadores tricolores neste início de trabalho. Primeiro esboço de time foi em jogo-treino

10/01/2019 por Por Felipe Siqueira e Hector Werlang

Apresentado no fim de dezembro, Fernando Diniz teve seu primeiro contato com os jogadores do Fluminense na última quinta-feira, na reapresentação do elenco para a temporada 2019. Completando uma semana no comando, o treinador - conhecido pelo estilo de jogo e métodos de treinamentos diferenciados - aos poucos vai implantando sua filosofia no clube. E a primeira impressão dos jogadores vem sendo positiva.

Uma das coisas que chamou a atenção foi a aplicação de trabalhos com bola desde o primeiro dia da pré-temporada, período em que o foco costuma ser quase integral no condicionamento físico. Não chega a ser novidade, mas enquanto alguns técnicos usam a bola nesta etapa do ano como forma de cortar o tédio dos jogadores, Diniz já procura passar fundamentos de seu estilo de jogo, baseado na posse de bola e na marcação sob pressão.

- Começamos com a bola nos primeiros dias pois é assim que ele quer o time: posse de bola e ofensivo. Ele demonstra isso nos trabalhos para podermos assimilar o mais rápido possível. Temos de acreditar que nós, jogadores, podemos fazer e temos de acreditar no que ele diz. Pode acontecer de fluir rápido, mas pode demorar um pouco. Então, precisamos ter paciência para fazer acontecer dentro de campo - conta Matheus Ferraz.

Por exemplo: em uma das atividades, realizada em cerca de um quarto do campo, os jogadores foram divididos em dois grupos. Quando eram emitidas ordens, um dos times iniciava uma marcação sob pressão, enquanto o outro tentava sair jogando sem dar chutão. Já os costumeiros “rondos”, espécie de versão mais séria do famoso “bobinho” brasileiro, são prática constante. Nele, quatro jogadores, um de cada lado de um quadrado, trocam passes, enquanto no interior, dois atletas tentam interceptar a bola.

- Diniz cobra muito a posse de bola. A gente está trabalhando muito isso. É o foco dos primeiros dias de treinos. Estamos nos adaptando, todo mundo está feliz. Temos tempo para adaptar e estamos no caminho certo - explica Bruno Silva.

Os treinos, ao menos neste primeiro momento, têm sido mais longos que o comum. Diniz busca aplicar intensidade nas tarefas. Mas o principal motivo das atividades acabarem se estendo é por que Diniz é muito participativo. Os trabalhos são explicados detalhadamente e o treinador faz constantes pausas constantes para orientações.

- É um treinador que passa muita informação para a gente. Ele é ofensivo, mas trabalha muitos aspectos do jogo, então você entra em campo sabendo o que tem que fazer - contou o lateral-direito Ezequiel.

Como a maioria dos treinadores atualmente, Diniz lançou mão da privacidade dos centros de treinamento para fazer trabalhos táticos reservadamente, sem acesso da imprensa. Nos treinos, costuma fazer muitas experimentações e alterações na equipe. Sua primeira oportunidade de esboçar um time antes da estreia no Carioca, dia 19, foi no jogo-treino desta quarta-feira, contra a Cabofriense.

Outra curiosidade que chamou a atenção foi o hábito de Diniz dar corridas em volta do campo sempre ao fim das atividades, seja acompanhado de jogadores ou até mesmo sozinho. Em uma delas, o ex-jogador, hoje com 44 anos, aproveitou para bater um papo com o volante Bruno Silva.

- Quando estava correndo, conversei algumas coisas com ele. É importante o treinador estar do lado do jogador e entender o que ele precisa. A visão dele, eu acho, muita gente ainda não entende. Ao trabalhar com ele poucos dias, entendi que é vencedor, trabalhador, quer ajudar a todos e se preocupa com todos. É assim que se forma um grupo, com confiança e trabalho. Tenho certeza de que todos vão pegar juntos.


Fonte: https://globoesporte.globo.com

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