Sismos em Maceió

Pesquisadores indicam 3 novas hipóteses para rachaduras no Pinheiro

Defesa Civil de Maceió começou a cadastrar as famílias que já deixaram o bairro para garantir o repasse do aluguel social

10/01/2019 por Jornal Nacional

m estado de emergência desde o fim de 2018, o bairro Pinheiro, em Maceió, passou por novas análises e ganhou três hipóteses sobre o que teria motivado as rachaduras na região. As suposições foram indicadas por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

As novas hipóteses dão conta de que as rachaduras tenham sido causadas por uma exploração de sal no bairro, pelo surgimento de uma depressão no solo ou, até mesmo, devido a localização da região em uma área tectonicamente ativa.

Diante da situação, o Geólogo Francisco Pinheiro salientou que todas as suspeitas levantadas devem ser investigadas a fundo, já que o Pinheiro abriga milhares de moradores.

O Coordenador da Defesa Civil municipal, Dinário Lemos, disse que o problema está afetando cerca de duas mil residências. Atualmente, o órgão está esperando a liberação de recursos para que as vítimas recebam assistência.

Além disso, Lemos ressaltou que muitos moradores estão com medo de perder seus imóveis. Já que um deles chegou a fundar cerca de quatro centímetros e apresenta um buraco no quintal.

O professor de Educação Física e morador do bairro, José Maria Galvão Júnior, ainda afirmou que vem acompanhando as rachaduras desde o incidente e percebeu que elas continuam aumentando com o passar do tempo.

Nesta terça-feira (8), a Defesa Civil de Maceió começou a cadastrar algumas famílias, que já evacuaram do bairro, para garantir o repasse do aluguel social. De acordo com o órgão, cerca de 20 pessoas tiveram os dados compilados no primeiro momento. Já para esta quarta-feira (9), a expectativa é de que mais 60 tenham sido cadastrados.

O Governo Federal poderá ajudar a prefeitura no complemento do valor a ser dado aos moradores. O Município se compromete em arcar com R$ 450, com os custos, mas como os aluguéis têm valores superiores a este, será feito um pedido à União para complemento.

Conforme a coordenadora de Monitoramento e Avaliação Social da Defesa Civil, Joana Borba, o órgão ainda não sabe quantas pessoas receberão o benefício. A coordenação espera que até esta sexta seja enviada toda a documentação para Brasília, solicitando a ajuda de custo, porém ainda não há previsão de quando o valor será repassado.


Fonte: gazetaweb.globo.com

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