Não adianta querer.

A urucubaca do querer ser, e não quando o povo quer que seja.

Se o povo é quem decide porque tanto querer perder?

17/12/2018 por Por Raul Rodrigues

Em 1991, na cidade do Penedo, ano eleitoral para as eleições municipais a classe política penedense se reuniu em torno do nome do engenheiro Guilherme Gonçalves, funcionário da Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco – CODEVSF – contando para tanto com apoio incondicional do Governo do Estado, do Prefeito Municipal, da maioria esmagadora dos senhores vereadores e da elite sempre presente nas eleições dizendo-se ser a voz dos formadores de opiniões. Nunca em interesses.

A classe pobre e proletária, sempre a maioria dos eleitores em qualquer lugar do Brasil, deu seu grito de protesto e de apoio ao nome de um médico perito do INSS, José Dirson de Albuquerque, Dr. Dirson, que vivia em meio ao povo com a simplicidade dos comuns, com a popularidade rara aos políticos, e com a decisão firme em ser candidato a prefeito, perla ressaca moral de 1988, quando perdeu as eleições na condição de candidato a vice-prefeito, momento em que o povo já dizia querê-lo como prefeito.

Dirson formou chapa com Tancredo Pereira, ex-vice-prefeito de Raimundo Marinho, prefeito eleito em 1982, trazendo consigo a simbologia da experiência administrativa apartado naquela oportunidade dos políticos dominantes quase que se repetindo a ruptura com os donatários da Capitania do Penedo. Fato ocorrido em 1982.

Dirson sai às ruas de Penedo sempre abraçado pelo povo e desafiando as regras máximas quebra todos os paradigmas e se elege com maior vitória já consagrada a um candidato em eleições de Penedo. Três votos por um sobre o seu adversário. Foram cerca de 12 mil votos contra quatro do seu adversário.

E a pergunta que fica é: Guilherme era engenheiro, de família tradicional e contou com o apoio da classe politica por inteiro.

Dirson era apenas um nome que o povo queria. A história sempre se repete com novas personagens.
 


Fonte: correiodoppovo-al.com.br

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