Pais separados, filhos(as) em risco total

As confusas substituições do abandono afetivo pelo afago material

Quem não pode ser exemplo na vida não pode ser um bom pai!

07/12/2018 por Por Raul Rodrigues

A formação de filhos e filhas depende exclusivamente da criação familiar. Substituir carinho e afeto por bens material nunca trouxe bons frutos. Mas pais separados cometem tais erros por serem ausentes e muito pior é quando as características boas quase nunca existem nos afastados.

O pai – quase sempre – sendo o causador da dor do abandono afetivo pensando o mesmo que atingindo aos filhos ou filhas consegue atingir às mães somente sacrificam as suas próprias crias. E estes exemplos norteiam as famílias brasileiras. São os pais de final de semana que se apresentam em restaurantes com as filhas ou filhos para se mostrar para a sociedade como vítimas das separações, e que quase sempre deixam os filhos ou filhas em mesas isoladas dando atenção a amigos presentes ao mesmo restaurante. E isto é a cena mais corriqueira nos dias atuais quando as famílias estão quase sempre destruídas pelo egoísmo e individualismo machista.

Quando não, os novos casais – já separados – não se encontram confortáveis com os filhos dos casamentos anteriores. Tudo é muito superficial se o amor paterno não aflora naturalmente. O encontro entre homens e mulheres é a aproximação de seres curados donos apenas de cicatrizes do tempo.

E o pai que carrega consigo as marcas da consciência do abandono às crias, tenta curar a ferida do abandono afetivo proporcionando o que os filhos ou filhas lhes pedem, sendo sempre a solicitação daquilo que com a presença da mãe – sempre certa e protetora – não é permitido. Viver às soltas com namorados ou namoradas, o que na adolescência é um símbolo de liberdade. Mas liberdade total traz problemas quase sempre insolúveis. Contato com as drogas ou gravidez indesejada. Gravidez indesejada é a denominação certa para a concepção antecipada.

A dissolução das famílias tão natural nos tempos atuais tem gerado em grandes proporções em meio aos adolescentes à entrega aos vícios de drogas licitas ou ilícitas, e também a gravidez na adolescência. Os programas de televisão sobre os dois temas são recorrentes nas redes de televisão do Brasil.

Amor não se substitui com bens materiais. Aliás, os bens materiais apenas traz sofisticação a quem não sabe nem se defender da selva de pedras que é o mundo. Já as justificativas dos adolescentes se baseiam em acharem que o amor que sentem é amor. Não sabem diferenciar o enamorar-se da paixão do que é o amor.

Mas como inconsequentes se defendem: “vida que segue” mesmo que as contas somente cheguem para os pais. Nessa hora o “pai” sempre chama as mães para ajudarem na recondução de vidas desfeitas. 


Fonte: correiodoppovo-al.com.br

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