Aponta IBGE

Em Alagoas, 10% mais ricos recebem 16,7 vezes mais que os 40% mais pobres

Dados são referentes ao ano de 2017. Enquanto rendimento médio mensal dos mais ricos foi de R$ 3.522, para os mais pobres foi de R$ 210.

06/12/2018 por Redação

O rendimento médio mensal dos 10% mais ricos em Alagoas foi de R$ 3.522 no ano de 2017, 16,7 vezes mais que o valor médio recebido por mês pelos 40% mais pobres do estado naquele ano, R$ 210. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A diferença da renda mensal desses dois grupos, segundo o levantamento, foi de R$ 3.312.

Estes valores correspondem ao rendimento médio mensal incluindo, além da renda proveniente do trabalho, os rendimentos de aposentadoria, pensão, aluguel, programas sociais etc, per capita domiciliar no ano passado.

Ainda de acordo com o levantamento, em comparação com o ano de 2016, o valor médio recebido por mês pelos mais ricos aumentou, e o dos mais pobres, diminuiu: R$ 3.276 e R$ 219, respectivamente.

Em Maceió, a diferença se manteve praticamente no mesmo patamar do observado em todo o estado. Os 10% mais riscos recebem por mês, em média, R$ 5.525, 16,6 vezes mais que os 40% mais pobres da capital, R$ 332.

Em um quadro nacional, a diferença é ainda maior. Os mais ricos chegam a receber 17,6 vezes mais que os mais pobres. Essa diferença representa os valores de R$ 6.629 e R$ 376.

Entre as regiões, o Nordeste lidera neste aspecto. Na média de todos os estados nordestinos, os 10% mais ricos ganhavam cerca de 20,6 vezes mais que os 40% mais pobres no ano passado.

Pobreza

A pesquisa mostrou que Alagoas é o segundo estado do Brasil com o maior número de pessoas em situação de pobreza, ficando atrás apenas do Maranhão. Quase metade dos alagoanos (48,9%) vive nesta situação.

O estudo considerou pessoas pobres as que vivivam com menos de 406 reais por mês.

Trabalho
O levantamento do IBGE também apontou a taxa de desocupação em Alagoas. No ano passado, o estado tinha o total de 197 mil desocupados.

Dessa forma, ainda de acordo com o levantamento, Alagoas quase dobrou a porcentagem de desocupados em três anos. Pode-se observar que o estado saiu de 9,6% em 2014, para 17,2% em 2017.

Já a média nacional saiu de 6,9% para 12,5% entre 2014 e 2017. Ou seja, Alagoas tem uma taxa de desocupação superior a da média nacional.

Os dados consideram os desocupados com 14 anos ou mais de idade, por sexo, grupos de idade cor ou raça, com indicação do coeficiente de variação, segundo Grandes Regiões, Unidades da Federação e Municípios das Capitais.

Educação
No âmbito de pessoas sem instrução educacional entre as pessoas de 25 anos ou mais de idade, o estado registrou a proporção de 17,8. Essa é a maior taxa do país, junto ao Maranhão que empatou com Alagoas neste aspecto no ano de 2017.

Já em 2016, foi apurada a taxa de 18,9. Naquele ano, o estado era líder absoluto de pessoas sem instrução educacional.


Fonte: G1 AL

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